terça-feira, 18 de julho de 2017

Tecnologia sem computador: como fazer muito com pouco

Trabalho de robótica realizado pelos alunos de Debora Garofalo durante as aulas de Informática Educativa
É necessário refletirmos sobre o papel da tecnologia na aprendizagem. Há uma ideia de que trabalhar com ela envolve somente os equipamentos (computadores, tablets, smartphones e a internet), mas isso precisa ser desmistificado. Esses aparelhos precisam ser olhados pelo potencial que desencadeiam em inovação, inventividade e criatividade para a resolução de problemas, tornando-se assim propulsores da aprendizagem.

Ao lado de outros 10 professores de diferentes regiões do Brasil, tive a oportunidade de estar na SXSWedu, o maior evento de Educação, Inovação e tecnologia do mundo. No painel Computer Sciences Best Practices (“Melhores práticas em ciência da computação”), foram apresentados conceitos bastante interessantes para refletirmos sobre qual a função da tecnologia na sala de aula. Um dos palestrantes, Ted Fujimoto, consultor em inovação na Educação, defendeu que é possível fazer grandes coisas com baixos recursos. Outra especialista, Carol Fletcher, vice-diretora da faculdade de educação a Universidade do Texas, apontou que a tecnologia “não pode ser encarada como algo separado da escola e tem de estar incorporada ao cotidiano, e não ficar presa somente ao currículo. A tecnologia transforma o currículo”.

Como educadora da rede pública de ensino aqui da capital paulista, sempre procuro encontrar caminhos para trabalhar grandes temas geradores. E isso ocorre mesmo quando não possuo o material adequado, como equipamentos específicos de robótica. Ao observar o entorno da comunidade onde leciono da zona Sul de São Paulo – uma comunidade muito carente, com ausência de saneamento básico – sempre me senti incomodada com a quantidade de lixo e, principalmente, de materiais recicláveis que poderiam ser reaproveitados e explorados. Eles poluem um córrego próximo a escola, que, em dias de chuva, alaga a região. Diante desta reflexão, propus aos alunos: vamos fazer robótica com sucata?

Trabalhos realizados pelos alunos de Debora

No começo, os alunos acharam estranho: como trabalhar as tecnologias sem usar computadores? E robótica, o que é? Após rodas de conversa e pesquisas, fomos a campo andar aos arredores da escola e recolhemos muitos materiais recicláveis. Entre eles, garrafas pet, rolinhos de papel higiênico, tampinhas de garrafa, isopor, palitos, forminhas, chaves de fenda, aparelhos eletrônicos quebrados, entre outros.

Realizamos uma nova roda de conversa sobre como dar outro destino a estes materiais. Iniciamos o trabalho de robótica com sucata livre. Para instigar a curiosidade, partimos de um conceito simples: propus criarmos um carrinho movido a balão de ar, explorando questão da força. Depois, lancei provocações norteadoras: “Quando encho a bexiga, o que fica dentro dela?”, “Se solto este ar, o que acontece com a bexiga?”, “Qual material devemos usar?”, “Quais materiais podem usar para fazer as rodas? E para prender as rodas?” e “Se usarmos este conceito, é possível criarmos algo?“.

A proposta inicial era realizar o trabalho somente com as séries do Fundamental I, mas a proposta foi tão bem aceita que, a pedido dos estudantes, realizei a oficina com todos os alunos da escola, contemplando os diferentes níveis de aprendizado e aumentando a complexidade nos desafios. Os carrinhos ficaram diferentes uns dos outros, e cada criança utilizou o conhecimento para desenvolver o seu protótipo. Jovens e crianças, meninos e meninas, se empenharam em construir e testar a sua invenção.

É importante ressaltar que este trabalho foi realizado durante as aulas de Informática Educativa e com a sala inteira, dando oportunidade a todos de vivenciarem e experimentarem este conteúdo coletivamente. Com a ajuda da tecnologia, alguns alunos indisciplinados foram despertados para a aprendizagem e se envolveram bastante nas aulas. Depois, eles construíram e levaram outros projetos para a sala de aula, como uma mesa de hóquei movida a secador de cabelo, circuito elétrico, robôs com leds e que mexem os braços, barcos que andam na água opor meio de motor e hélice, aviões, carrinhos motorizados e aranha robótica, entre outros experimentos elaborados com sucata de eletrônicos. O processo de produção desses objetos desperta o protagonismo e a autoria dos alunos por meio da prática e da experimentação.


Veja aqui um passo-a-passo de como montar um carro movido a bexiga e a ratoeira.
  1. Vale a pena iniciar o trabalho conversando com os alunos sobre as possibilidades que temos de realizar uma transformação social. No caso, identificamos materiais sem uso que prejudicavam o meio ambiente e o entorno da escola e que poderiam ser reciclados. Para envolver a comunidade escolar, realizamos parcerias com ferros velhos próximos à escola, onde encontramos motores de DVD player, fios, arames, ventoinhas de computadores, mouses (dos quais dá para aproveitar os leds), entre outros materiais. Realizamos campanhas de doação no Facebook e no blog da escola e os próprios professores da unidade escolar também colaboraram, doando materiais que não utilizavam mais. Depois, é preciso separar alguns materiais, como chaves de fendas, alicates, martelos, pistola de cola quente e ferro de soldas.
  2. Provoque os alunos por áreas de conhecimento e por meio de resoluções de problemas. Para o meio ambiente, qual a importância de reciclarmos esses materiais? O que é um circuito elétrico? Como realizamos um? O que podemos fazer com uma garrafa pet? De que forma podemos construir um carrinho? Como deve ser o eixo das rodas? É melhor usarmos pilhas e/ou bateria? Vamos testar? Por que o carrinho está andando? Por que o carrinho não está andando?
  3. É importante realizar fichas de investigação. Desta forma, os alunos podem trocar entre si (este trabalho pode ser feito em grupos e não necessariamente os alunos estão realizando o mesmo projeto). Também é importante apontar o que não está dando certo e o motivo disso. Assim, eles testarão outras hipóteses considerando os erros, fundamentais para o processo de aprendizado. Costumo manter também um diário com os alunos. No caso deste trabalho, dentro da rede social Edmodo. Os alunos registraram suas impressões na construção do protótipo e, nos fóruns de discussão, os colegas contribuem para o seu projeto. Ao escrever seus diários, eles trabalham a escrita e a leitura (que pode ser avaliada pelo professor de Língua Portuguesa).
  4. A aprendizagem deve ser significativa e, de preferência, envolver a resolução de um problema concreto. No caso, a questão dos materiais que eram jogados nos arredores da escola. Outra proposta para nosso projeto foi realizar protótipos para auxiliar os alunos com necessidades especiais (falarei mais sobre isso em um post futuro). Mostre que eles possuem a capacidade de criar soluções para problemas cotidianos.
  5. Realizar parceria de projetos, envolvendo outros docentes, também é interessante. Que tal chamar os professores de Ciências e Geografia para falar de reciclagem e a importância disso para o meio ambiente?
  6. Compartilhe a aprendizagem. Promovo feiras e exposições com os trabalhos que eles realizam, pois considero uma oportunidade de envolver os pais e a comunidade escolar. Nessa hora, será possível exercitar a oralidade.
  7. Com o tempo, aumente o grau de dificuldade dos problemas. O trabalho inicial facilitou o entendimento sobre tecnologia e aumentou o interesse pela robótica. Os alunos já se sentem motivados a explorar e conhecer mais recursos. Agora, estamos envolvendo a sucata com trabalhos de programação.


Por meio desse projeto, a tecnologia deixou de ter seu uso relacionado apenas aos computadores e ao lazer. Ela passou a ser vista também como uma ferramenta de construção e mudança social. Eu, a comunidade escolar, os pais e os próprios alunos viram que é possível desenvolver a criatividade, inventividade e resolver problemas tendo os estudantes como protagonistas. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Robótica e programação estão cada vez mais presentes em sala de aula

Professores especialistas do Centro Paula Souza mostraram práticas mais recorrentes em educação

 

Foto: Gustavo Morita

A automação chegou para ficar. Em alguns setores, não há mais volta: muitos empregos irão desaparecer porque as atividades passarão a ser realizadas por robôs. Ironicamente, neste ano a Bett Educar acontece ao lado da ExpoMafe, uma feira de equipamentos industriais.  De um lado, as máquinas que prometem automatizar a indústria; do outro, soluções educacionais para que a nova geração seja capaz de criar e comandar soluções de inteligência artificial, ao invés de ser excluída do setor produtivo por ela.

As aulas de robótica e programação estão chegando com força nas escolas. Na Bett Educar 2017, há diversos estandes tradicionais oferecendo tanto a parte móvel (kits para montar robôs, circuitos etc.) quanto a virtual, por meio de startups dedicadas ao tema e palestras que mostram que se trata de um assunto estratégico. O Brasil já tem sua própria Olimpíada de Robótica e Olimpíada de Informática, além da tradicional Olimpíada Brasileira de Matemática.   Tiago Jesus de Souza, especialista em tecnologia da informação, e Carlos Eduardo Ribeiro, professor universitário e coordenador de projetos, ambos com atuação ligada ao Centro Paula Souza, explicaram em palestra como o tema é trabalhado com alunos do ensino médio: há organização de grupos e competições para estimular os jovens e a entrar em contato com as linguagens e recursos didáticos que adotam em seu programa.

Abaixo, algumas tendências em termos de recursos e didática:

Programação em blocos e Java

Apesar da programação em blocos (Ardublock) ser uma tendência forte, já que pode ser adotada também por alunos do ensino fundamental, o ensino de programação em Java e a programação em C ainda são populares. Ou seja, a boa e velha programação linha a linha não deve sair de cena tão cedo.

Projetos interdisciplinares

Souza e Ribeiro lembram que boa parte do trabalho que realizam envolve engajamento interdisciplinar. “Os alunos correm para o professor de física e perguntam sobre circuitos. Mas o professor de física ainda não deu aquela aula, então conversamos”, conta Souza. A flexibilidade e o trabalho em equipe, segundo ele, são importantes. Outro ponto ressaltado é que é preciso ensinar os alunos sobre a elaborar projetos. É necessário indicar a linha de pesquisa, materiais e tecnologia utilizados na elaboração dos robôs, bem como a função dos mesmos.

Tipos de robôs

Os tipos mais comuns de robôs citados são aqueles carrinhos e braços robóticos. A dupla desenvolveu no Centro Paula Souza um projeto que envolvia tanques de guerra e batalhas virtuais. Entre os carrinhos, há projetos de sensores de linha, sensor de obstáculos e rally. “O importante é que aquele robô cumpra uma tarefa”, lembra Souza.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

EJA: empodere os alunos com o uso das tecnologias

Nossa colaboradora conta como montou uma radionovela para alunos de Língua Portuguesa no 1º ano do Ensino Médio. E tudo com programas gratuitos e simples 


Olá, professores,

Ao longo da minha carreira como professora da rede pública de ensino de São Paulo, lecionei para vários ciclos e níveis de aprendizagem. Por isso, meus primeiros alunos foram da EJA (Educação de Jovens e Adultos) no Ensino Médio. Recordo-me que eu era muito tímida e mais nova do que os alunos, mas a recepção, o acolhimento e a coragem recebida por eles fizeram toda a diferença para o meu trabalho em sala de aula.

A simplicidade destes alunos e a vontade de aprender é algo que me emociona até hoje. Na história de cada um estão os motivos que os fizeram desistir dos estudos e a esperança por dias melhores que os fizeram resgatar o interesse pela Educação. Para retribuir tanto carinho e aprendizagem, hoje quero conversar com vocês como as tecnologias podem empoderar esses alunos.

Léa Fagundes, em entrevista à edição 184 de NOVA ESCOLA, afirmou que a inclusão digital “não é só o amplo acesso à tecnologia, mas a apropriação dela na resolução de problemas”. O uso das ferramentas digitais faz todo sentido para a aprendizagem deste público e claro que algumas dificuldades deverão ser superadas ao lidar com as tecnologias, o que pode ser superado com confiança e com trabalho de cooperação e de equipe.

No diagnóstico inicial da turma de Língua Portuguesa no 1º ano do Ensino Médio, percebi que muitos estudantes vinham de outros estados brasileiros e que resgatar a cultura por meio do regionalismo e do sotaque era importante a eles. Neste momento, senti que tinha um grande potencial para desenvolver e aprimorar leitura, escrita, oralidade e interpretação de texto com algo que era significativo a classe.

Realizamos pesquisas na internet para entender por que, em cada região, o nome de algumas palavras que conhecemos sofrem variações linguísticas, como sarjeta e meio fio, mandioca, macaxeira e aipim e outras trazidas pelos alunos devido à diversidade cultural da sala. Desta forma nasceu a radionovela das regiões brasileiras, com histórias do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com o uso das tecnologias.

No começo eles acharam estranho e até se mostraram resistentes a desenvolver a atividade com o auxílio de ferramentas digitais. Após a comanda dada, foi hora de organizar os grupos contemplando região e local de nascimento e nível de facilidade no manuseio das tecnologias para estabelecer confiança e iniciar os trabalhos.

A escrita da radionovela ocorreu em grupos no Google Drive, com o editor de textos de colaboração para que todos pudessem sugerir, contribuir e escrever as histórias. Para gravar a radionovela usamos a plataforma gratuita de editor de aúdio audacity, que pode gravar, reproduzir, importar e exportar sons nos formatos WAV, AIFF, MP3 e OGG. Isso permitiu gravar a história ao explorar a oralidade e leitura e realizar a junção do material, acrescentando barulhos e músicas. Os alunos se revezaram para gravar  e resgatar sotaques e palavras da infância.

O primeiro passo para realizar a atividade foi um planejamento que contemplasse as expectativas dos alunos como cultura, características, problemas ao entorno e necessidades de aprendizagem, sendo fundamental considerar a bagagem da turma e ouvi-los constantemente.

O professor na EJA tem de mediar o conhecimento ao ajudar os jovens a perceber o mundo que o cerca e ampliar o repertório para que consigam soluções para o cotidiano ao transformar o currículo. Assim como o planejamento é diferenciado, as dificuldades e os desafios mudam também, e aqui entra o papel das tecnologias para trazer este mundo real.

Algumas indicações

Acrescento sugestões de outros softwares gratuitos de editores de áudio para realizar esta e outras atividades:


Com esse programa gratuito você pode editar arquivos de áudio, janela com onda sonora e efeitos de zoom, além de gravar novos arquivos a partir de um microfone ou qualquer outro dispositivo de entrada para editá-lo, com recursos de cortar, copiar, deletar silêncio, colar do arquivo e mixar.


Software gratuito e simples com os recursos mais usados e a possibilidade de extrair o áudio de um vídeo.


Pacote gratuito com mais de 40 aplicativos essenciais para converter e editar arquivos de áudio e vídeo. Com ele, você pode realizar muitas atividades, desde baixar vídeos do YouTube até converter imagens para 3D. Dessa forma, você tem tudo o que precisa em uma única solução e não tem necessidade de executar vários aplicativos.


Editor gratuito de áudio com o qual você pode editar, processar e gravar sons, salvando-os nos formatos MP3 e WAV. Pode ser usado em diferentes versões do Windows (98, XP, Vista, 7,8 e 10), não requer instalação e não altera nenhum tipo de informação do registro do Windows. Portanto, você pode salvá-lo em pen drive e usar onde e quando quiser.

No final do trabalho era possível ver o empoderamento dos alunos com o resultado. Para encerrar criamos o dia da família, um convite para que os parentes estivessem presentes na aula para ouvir a radionovela e degustar algumas delicias de cada região realizada pelos alunos ao explorar o gênero receita.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/5000/eja-empodere-os-alunos-com-o-uso-das-tecnologias

 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Vídeos gratuitos para usar em sala de aula

Projeto Curta na Escola reúne mais de 500 filmes de todas as disciplinas e etapas de ensino

Cena do filme “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, o vídeo mais visto no site














Materiais audiovisuais podem ser bons instrumentos para introduzir conteúdos e despertar o interesse dos alunos. Você costuma usar vídeos em sala de aula? Seja a resposta sim ou não, a dica de hoje é para você: um repositório com 560 curtas brasileiros que podem ser usados gratuitamente!

O projeto Curta na Escola foi desenvolvido para os educadores e tem como objetivo incentivar o uso desse tipo de produção nas escolas. No site, você pode fazer uma busca avançada, escolhendo disciplina, etapa de ensino, faixa etária e os temas transversais que gostaria de abordar.
É possível também se cadastrar no site para compartilhar sua experiência e criar uma lista com seus curtas favoritos. E mais: há diversos relatos e planos de aula de educadores que utilizaram os vídeos em suas aulas.

Confira quais são os 3 curtas mais vistos:

1. Ilha das Flores, de Jorge Furtado. 1989, 13 min.

Sinopse oficial: Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. O curta acompanha a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, a fim de escancarar o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Assista aqui!

2. A Invenção da Infância, de Liliana Sulzbach. 2000, 26 min.

Sinopse oficial: Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.
Assista aqui!

3. Maré Capoeira, de Paola Barreto. 2005, 14 min

Sinopse oficial: Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai e dar continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.
Assista aqui!

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4628/videos-gratuitos-para-usar-em-sala-de-aula?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link


terça-feira, 16 de maio de 2017

6 ferramentas para turbinar o ensino de Língua Estrangeira


Aprender e ensinar uma segunda língua não é uma tarefa fácil. Em muitas escolas, além do tempo destinado para as disciplinas de Inglês e Espanhol ser reduzido, o grande número de alunos por sala dificulta a atenção personalizada que a prática merece.
Mas é possível dar um upgrade nas aulas! Como? Sugerindo atividades diferentes, em suportes digitais, aos alunos. Elas podem tanto complementar o conteúdo trabalhado em sala quanto servirem como atividades extras para os estudantes que querem avançar em relação ao que está sendo trabalhado com a turma.
Abaixo, selecionamos seis plataformas que podem passar a fazer parte do seu planejamento.


O aplicativo funciona como um jogo: a cada fase que o usuário cumpre, ele ganha pontos para passar para a próxima. No começo, ele é apresentado a palavras, depois passa a traduzir frases e assim por diante. Além da tradução, os exercícios também trabalham a fala, a escuta e a escrita. Também é possível definir metas a serem alcançadas. A plataforma é gratuita e está disponível para computadores e celulares com os sistemas Android e iOs.
Idiomas oferecidos: inglês, espanhol, francês e alemão
Para conhecer mais, assista ao vídeo.


O site da Universidade de Cambridge oferece diversos recursos para adultos e crianças que desejam aprender inglês: são exercícios online, jogos, materiais em PDF, preparação para provas e até mesmo dicas para os pais ajudarem os filhos nas tarefas. Também há uma área do site destinada a professores de inglês. Tudo gratuito.
Idioma oferecido: inglês


O site é voltado para quem deseja ampliar o vocabulário de alguma língua sobre a qual já tenha algum conhecimento. Por meio de um cadastro simples (que pode ser realizado pelo Facebook), o usuário tem acesso a vídeos, áudios, imagens, exercícios e jogos. É possível criar um grupo para estudar com amigos. Para quem está disposto a pagar por mais conteúdos, existe uma versão com mais recursos disponível por 9 dólares mensais.
Idiomas oferecidos: inglês, alemão, japonês, italiano, francês, espanhol, latim, coreano e russo.


A ferramenta é focada no estudo de vocabulário, permitindo que cada usuário crie cartões que ajudam na memorização. O cartão tem dois lados, permitindo, por exemplo, que de um se coloque a foto de um objeto e de outro o nome ou uma explicação, em texto ou áudio, sobre ele. Depois de elaborados, os cartões podem receber nomes e hashtags, que facilitam o agrupamento por tema, aula ou unidade de ensino. O aplicativo está disponível para Android e iOs, mas também e possível cadastrar um endereço de e-mail por meio do qual os cartões podem ser acessados.
Para conhecer mais, assista ao vídeo.


Uma das formas de estudar uma segunda língua de uma forma interessante é por meio da leitura. Nesse site, dá para acessar gratuitamente diversos livros em inglês.
Idioma disponível: inglês


A ferramenta oferece testes e atividades de vocabulário, gramática e elementos do idioma para diversos níveis. A primeira tarefa é gratuita para que o usuário possa testar a plataforma, mas as outras são pagas. A mensalidade pode variar de 12 a 23,95 reais, dependendo do pacote escolhido.
Idiomas oferecidos: inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, russo, turco, holandês, dinamarquês, sueco, norueguês, polonês, indonésio e português
Para conhecer mais, assista ao vídeo.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3366/blog-tecnologia-aplicativos-ferramentas-digitais-ensino-lingua-estrangeira?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=site&utm_content=link

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Vídeo em aula: engajamento é maior quando alunos produzem os seus

Imagem: Shutterstock
Passar filmes na classe para apresentar conteúdos em formato dinâmico ou mostrar histórias que criem empatia já é uma prática popular para fugir do formato tradicional de aula, em que o professor ou a professora fala e estudantes ouvem. Mesmo assim, ainda é uma atividade que mantém quem aprende no papel passivo de receptor de informação e conhecimento. Por isso, educadores que buscam desenvolver o potencial inventivo de seus alunos estão dando um passo a mais e incentivando que eles criem seus próprios vídeos.

A educomunicação ou produção de mídia, abordagens que fortalecem a comunicação em espaços educativos e colocam alunos no papel de criadores de peças de mídia, não são nenhuma novidade no campo da Educação. Mas, a popularização de recursos tecnológicos como aparelhos celulares, máquinas fotográficas e editores de imagens simplifica a sua aplicação. Além disso, os próprios alunos já estão familiarizados com algum tipo de experimentação audiovisual. Quem nunca gravou um pequeno vídeo com o aparelho celular? Nesse contexto, transformar tal prática, tão natural entre crianças e adolescentes, em uma atividade de sala de aula é uma oportunidade de proporcionar uma experiência na qual alunos se divertem e, ao mesmo tempo, constroem seu aprendizado.

Para que isso aconteça, não basta liberar o uso do celular para que eles façam videoselfies. Cabe aos educadores orientar produções com objetivos de aprendizagem claros, que podem envolver conhecimentos interdisciplinares e outras competências, como trabalho em equipe, resolução de problemas e criatividade. Além disso, é preciso estabelecer desafios e temas aos estudantes, propor etapas de trabalho (pesquisa, elaboração de roteiro, pré-produção, gravação e edição), combinar processos, dividir tarefas e cobrar prazos para que os projetos se concretizem. Ao final do processo, avaliar as produções e todo o trabalho desenvolvido ainda traz novos aprendizados para todos.
Para inspirar professores a darem espaço para a criação de vídeos em suas aulas, conto abaixo três casos que já apareceram no portal Porvir de escolas que realizaram projetos de produção audiovisual:

Produção de vídeo para trabalhar gentileza
 
Para trabalhar gentileza, a professora Cristina Gottardi Van Opstal Nascimento, do 5º ano do Ensino Fundamental em uma escola em Santos (SP), instaurou um processo colaborativo para os alunos produzirem vídeos sobre atos gentis na escola. Antes de pedir que eles gravassem, ela exibiu filmes para que as crianças ampliassem seu repertório sobre o tema e sobre gêneros audiovisuais. Depois, pediu para eles pensarem em atos gentis que poderiam acontecer dentro do ambiente da escola e desenharem essas cenas, que foram a base para o roteiro de suas produções. Por escolha dos alunos, que então foram divididos em grupos, eles mesmos foram atores dos filmes e deram vida aos seus desenhos. A professora apenas mediou a decisão de quem seriam os atores e de quem iria filmar. Por último, a edição também foi feita em grupo, com sua orientação. Segundo ela, durante todo o projeto, os alunos ficaram muito focados no que deveriam fazer e começaram a pensar sobre o impacto de suas atitudes em relação a colegas, professores e funcionários.


Produção colaborativa entre duas escolas
 
O projeto “Educom.geração.cidadã.2016" promoveu encontros de estudantes do Ensino Fundamental 2 do CEU Casa Blanca (público) e do Colégio Dante Alighieri (privado), em São Paulo. Ao final de um semestre, eles produziram um vídeo para convidar outras escolas a derrubar barreiras e a conhecer realidades diferentes, como eles fizeram. Nas reuniões prévias, os alunos tiveram a chance de se apresentar aos colegas do outro colégio, mostrar trabalhos que já tinham produzido, assistir a filmes como o da Organização das Nações Unidas (ONU) “Nós, os Povos” e discutir temas como política, desigualdade social, saneamento básico e Educação. A partir desse trabalho, elaboraram em conjunto o roteiro e dividiram as tarefas de gravação, cada escola ficando responsável por parte da captação das imagens. Somente o trabalho de edição foi realizado por professores e pesquisadores. Quando ficou pronto, o vídeo foi apresentado em um evento em um dos colégios, no qual os alunos realizaram uma autoavaliação e uma avaliação do grupo de acordo com critérios definidos no início do trabalho. Segundo professores envolvidos no projeto, os alunos aprenderam habilidades de comunicação, como participar de reuniões para conversar, discutir questões, saber escutar, intervir, tirar conclusões e fazer encaminhamentos. Eles também desenvolveram habilidades de pesquisa na internet, já que precisavam buscar informações para escrever o roteiro e se preparar para entrevistas. Além disso, o contato de estudantes de escolas com realidades diferentes os ajudou a desenvolver empatia.


Pesquisa e produção em grupo no Ensino Médio

Na disciplina de Tecnologias Aplicadas aos Negócios de um curso técnico concomitante ao médio, em Belo Horizonte, o professor José de Pádua Ribeiro desafia, há cinco anos, os alunos do 2º ano a investigar as novas tecnologias existentes no mercado, estabelecer uma relação entre tecnologia e empreendedorismo e criar um vídeo informativo em português, inglês e espanhol. Cada turma é dividida em quatro grupos com uma média de seis alunos por grupo. Os alunos devem escolher uma tecnologia inovadora, criar o tema e produzir um roteiro que aborde questões tecnológicas e empreendedoras, organizar a produção (onde serão as locações, que equipamentos serão usados, quem será entrevistado etc), captar as imagens e editar o vídeo. O roteiro é avaliado nas disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola pelos respectivos professores e os vídeos, que devem ter duração entre 5 e 6 minutos, são apresentados no auditório aos alunos do 2º ano e avaliados por uma banca que observa postura e comprometimento do grupo durante a exibição dos vídeos, abordagem da relação entre tecnologia e empreendedorismo, apresentação visual do vídeo e desenvoltura na locução e apresentação pessoal no vídeo. Segundo o professor que aplica esse projeto, a atividade desenvolve no jovem um maior envolvimento e engajamento no contexto tecnológico, conhecimentos técnicos da área da gestão e de recursos midiáticos. 

Materiais básicos para gravar vídeos:
 
- Câmera ou celular
- Microfone (se não tiver, escolha lugares bem silenciosos para fazer a gravação)


Outros materiais desejáveis:
 
- Tripé
- Lâmpadas e refletores


Programas gratuitos para edição:
 
- Windows Live Movie Maker
- Video Toolbox
- VirtualDub
- Stupeflix
- VideoSpin
- Lightworks


Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4927/blog-de-tecnologia-video-em-aula-engajamento-e-maior-quando-alunos-produzem-os-seus

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Oficina Games na Educação no NTE da UFSM

A Equipe de Capacitação do NTE informa que estão abertas as inscrições para a primeira turma da oficina Games na Educação. As inscrições vão até o dia 3 de maio e podem ser feitas pela página do NTE, na guia "Capacitações" ("notícias") ou no link 'Cursos de Capacitação de 2017'.

Dúvidas podem ser sanadas e esclarecimentos obtidos pelo e-mail equipecapacitacao@nte.ufsm.br ou pelo telefone 3220-9512.
O público-alvo do curso de capacitação são professores da UFSM; profissionais do sistema UAB/UFSM (tutores e professores pesquisadores); servidores técnico-administrativos da UFSM; professores da rede básica de ensino e alunos de pós-graduação da UFSM.


Fonte: http://site.ufsm.br/noticias/exibir/nte-abre-inscricoes-para-primeira-turma-de-oficina

terça-feira, 11 de abril de 2017

4 livros para compreender o uso da tecnologia na sua aula

No final da década de 1990, quando comecei a estudar sobre tecnologia na Educação, eu e outros colegas da época buscávamos livros e manuais que nos ajudassem a decifrar os computadores, os sistemas operacionais e os programas. Hoje, as preocupações são outras e nossa luta diária é compreender o papel da tecnologia dentro da escola e sua influência nas novas gerações.
Busquei na minha biblioteca quatro livros que podem auxiliar os educadores neste exercido de entender como os recursos tecnológicos vêm ganhando espaço nas relações de ensinar e aprender.




Imagine um espaço do saber, onde a informação é acessível e o conhecimento é democraticamente compartilhado, a qualquer momento. Em 2017, podemos imaginar esse espaço com a internet, disponível em computadores, celulares e acessível 24 horas por dia. Mas, em 1994, quando Levy escreveu esse livro, ainda não havia acontecido a popularização do acesso a internet no Brasil e não existiam as redes sociais. Entretanto, o autor já problematizava as questões éticas e morais no que ele nomeou de ciberespaço. Uma reflexão necessária atualmente na construção das relações interpessoais nos espaços virtual e concreto.




Professor da Universidade de São Paulo, Gilson Schwartz leva o videogame para a sala de aula. Suas reflexões nos ajudam a refletir sobre as relações entre pensar, fazer e brincar na sociedade do conhecimento. Dividido em três partes, o livro colabora com a compreensão dos aspectos da gamificação na Educação. Meninos e meninas ficam horas jogando, constroem cidades, enfrentam batalhas e se transformam em personagens. O que pensam e aprendem nessas horas de jogo?




Essa coletânea escrita por educadores de universidades de São Paulo e Minas Gerais aborda a questão de como podemos utilizar as novas tecnologias para promover a inclusão social. Em 16 artigos, os autores dialogam sobre os aspectos da vulnerabilidade social e quais são as dimensões da tecnologia como direito social. A inclusão dos vulneráveis é abordada em diferentes categorias,  desde o acesso ao uso e compreensão do potencial da tecnologia até as possibilidades de proporcionar a autonomia das pessoas com deficiência física.

INCLUSÃO DIGITAL, EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS, de Adriano Canabarro Teixeira e Karina Marcon (Ed. Universidade de Passo Fundo, 2009. 278 P. eBook , disponível aqui.



Essa obra foi escrita coletivamente por educadores e educadoras da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Eles são participantes do Projeto Mutirão pela Inclusão Digital, que é parte do programa de extensão universitária da UFPF. No livro, os registros das atividades de extensão universitária buscam relatar as experiências de inclusão digital através de serviços prestados à comunidade. Esses serviços, produtos de pesquisa científica, envolveram formação de educadores e educadoras de escola públicas da região, desenvolvimento de softwares livres e desenvolvimento de objetos de aprendizagem.  Apresentados em forma de artigo, os relatos refletem cinco anos de busca de aproximação entre academia e a Educação Básica através da tecnologia.

Esses 4 livros vão abranger uma boa parte, mas não a totalidade, das discussões sobre tecnologia na Educação. São um bom pontapé inicial para compreendê-la como um elemento presente na nossa cultura desde sempre e não como algo que surge no século 21.
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4874/blog-tecnologia-4-livros-para-compreender-o-uso-da-tecnologia-na-sua-aula

terça-feira, 4 de abril de 2017

Keepvid faz download de vídeos do YouTube e outros sites facilmente


Por Daniel Ribeiro

KeepVid é uma ferramenta online que permite baixar vídeo do YouTube. O serviço funciona através de uma página, na qual é possível realizar buscas e fazer downloads também do Vimeo, Google Vídeo, DailyMotion, etc.
Há opções para realizar o download em diferentes tipos de resolução e formatos de arquivos. Além da praticidade para baixar vídeos, este site ainda conta com um atalho que torna ainda mais fácil e rápido o processo de download.

Como funciona

O serviço funciona como uma espécie de aplicativo online e permite que os usuários façam o download de vídeos em diversos canais de compartilhamento da internet. Existem opções de resolução e cópias em arquivos no formato 3GP, FLV, MP4, WEBM e MP3. Ele funciona utilizando a linguagem Java.

É necessário escrever o nome do vídeo que deseja buscar ou copiar e colar a URL com o endereço do vídeo na lacuna, localizada na parte superior da interface. Feito isso, o site mostra os links com os resultados do vídeo procurado, ou miniaturas que informam o endereço e o nome do vídeo que buscou.

O usuário pode escolher e clicar diretamente sobre uma das opções de tamanho da resolução e tipo de arquivo, mostradas logo abaixo das informações do vídeo encontrado. Depois, basta selecionar o que deseja e pressionar o botão “Download”. Descubra como baixar vídeos do YouTube sem instalar programas.

A ferramenta também oferece um atalho que torna ainda mais prático o download. Para que ele fique disponível é preciso arrastar uma pequena aba chamada “KEEPVID Bookmarklet”, localizada na parte superior do site, para a sua barra de ferramentas.

Um pequeno botão chamado “Keep it!” aparece em sua barra de favoritos. Quando o usuário estiver assistindo um vídeo e desejar baixá-lo, basta apertar esta nova opção para que uma janela, com a página do serviço online já com as opções de download disponíveis, seja exibida. Acesse Keepvid e faça e download de vídeos da web!

Nossa opinião
Este é o tipo de aplicativo que não deixa o usuário na mão quando precisa. É simples, rápido e ainda dá uma ajuda na hora de baixar no formato correto do conteúdo que está na internet. Sem necessidade de nenhum conversor, o KeepVid é capaz de baixar vídeos do YouTube, Vimeo, Dailymotion e uma outra série de sites de compartilhamento.

Todo o processo de download é muito simples. Basta copiar e colar o link do vídeo na única área disponível para escrita. É possível escrever o endereço, no entanto, copiar é mais simples. Após o “OK”, uma lista de opções aparece, em diversos formatos e tamanhos de arquivo, com suas resoluções listadas.

O usuário pode baixar o arquivo em um formato que apenas roda no player da Adobe, ou então já convertido para MP4, formato que é exibido em qualquer computador ou até nos aparelhos de TV que contam com função de reproduzir vídeos. Todo o processo é instantâneo: clicou, baixou. Simples, sem nenhum obstáculo ou então passo mais complicado para o usuário.

Além do vídeo, é possível baixar um arquivo MP3 do áudio convertido. Tudo é feito nos servidores do KeepVid e entregue como um arquivo de música padrão. A qualidade não é a melhor de todas, mas é o único programa capaz de baixar uma música do YouTube, por exemplo. Por isso, vale a pena testar!

Prós
  • Longa lista de sites suportados
  • Baixa vídeos em diversos formatos
  • Permite a escolha da resolução do vídeo
  • Pode baixar um arquivo MP3 com a trilha do vídeo
Contras
  • Depende de JAVA para funcionar
  • Não conta com um player integrado
  • Poderia exibir todas as resoluções do YouTube   
Fonte: http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/keepvid.html

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Formação Google Drive na 8ª CRE

No dia 29 de março aconteceu a Formação Google Drive, no laboratório do NTE, para os professores da 8ª Coordenadoria Regional de Educação. Foram ofertadas cinco turmas em diferentes horários, visando à participação da maioria dos professores da instituição. Participaram da formação quarenta e seis professores, que já estão com seus respectivos e-mails “Educar” ativos e aptos a utilizar o Google Drive para armazenamento de seus documentos.