segunda-feira, 24 de abril de 2017

Oficina Games na Educação no NTE da UFSM

A Equipe de Capacitação do NTE informa que estão abertas as inscrições para a primeira turma da oficina Games na Educação. As inscrições vão até o dia 3 de maio e podem ser feitas pela página do NTE, na guia "Capacitações" ("notícias") ou no link 'Cursos de Capacitação de 2017'.

Dúvidas podem ser sanadas e esclarecimentos obtidos pelo e-mail equipecapacitacao@nte.ufsm.br ou pelo telefone 3220-9512.
O público-alvo do curso de capacitação são professores da UFSM; profissionais do sistema UAB/UFSM (tutores e professores pesquisadores); servidores técnico-administrativos da UFSM; professores da rede básica de ensino e alunos de pós-graduação da UFSM.


Fonte: http://site.ufsm.br/noticias/exibir/nte-abre-inscricoes-para-primeira-turma-de-oficina

terça-feira, 11 de abril de 2017

4 livros para compreender o uso da tecnologia na sua aula

No final da década de 1990, quando comecei a estudar sobre tecnologia na Educação, eu e outros colegas da época buscávamos livros e manuais que nos ajudassem a decifrar os computadores, os sistemas operacionais e os programas. Hoje, as preocupações são outras e nossa luta diária é compreender o papel da tecnologia dentro da escola e sua influência nas novas gerações.
Busquei na minha biblioteca quatro livros que podem auxiliar os educadores neste exercido de entender como os recursos tecnológicos vêm ganhando espaço nas relações de ensinar e aprender.




Imagine um espaço do saber, onde a informação é acessível e o conhecimento é democraticamente compartilhado, a qualquer momento. Em 2017, podemos imaginar esse espaço com a internet, disponível em computadores, celulares e acessível 24 horas por dia. Mas, em 1994, quando Levy escreveu esse livro, ainda não havia acontecido a popularização do acesso a internet no Brasil e não existiam as redes sociais. Entretanto, o autor já problematizava as questões éticas e morais no que ele nomeou de ciberespaço. Uma reflexão necessária atualmente na construção das relações interpessoais nos espaços virtual e concreto.




Professor da Universidade de São Paulo, Gilson Schwartz leva o videogame para a sala de aula. Suas reflexões nos ajudam a refletir sobre as relações entre pensar, fazer e brincar na sociedade do conhecimento. Dividido em três partes, o livro colabora com a compreensão dos aspectos da gamificação na Educação. Meninos e meninas ficam horas jogando, constroem cidades, enfrentam batalhas e se transformam em personagens. O que pensam e aprendem nessas horas de jogo?




Essa coletânea escrita por educadores de universidades de São Paulo e Minas Gerais aborda a questão de como podemos utilizar as novas tecnologias para promover a inclusão social. Em 16 artigos, os autores dialogam sobre os aspectos da vulnerabilidade social e quais são as dimensões da tecnologia como direito social. A inclusão dos vulneráveis é abordada em diferentes categorias,  desde o acesso ao uso e compreensão do potencial da tecnologia até as possibilidades de proporcionar a autonomia das pessoas com deficiência física.

INCLUSÃO DIGITAL, EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS, de Adriano Canabarro Teixeira e Karina Marcon (Ed. Universidade de Passo Fundo, 2009. 278 P. eBook , disponível aqui.



Essa obra foi escrita coletivamente por educadores e educadoras da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Eles são participantes do Projeto Mutirão pela Inclusão Digital, que é parte do programa de extensão universitária da UFPF. No livro, os registros das atividades de extensão universitária buscam relatar as experiências de inclusão digital através de serviços prestados à comunidade. Esses serviços, produtos de pesquisa científica, envolveram formação de educadores e educadoras de escola públicas da região, desenvolvimento de softwares livres e desenvolvimento de objetos de aprendizagem.  Apresentados em forma de artigo, os relatos refletem cinco anos de busca de aproximação entre academia e a Educação Básica através da tecnologia.

Esses 4 livros vão abranger uma boa parte, mas não a totalidade, das discussões sobre tecnologia na Educação. São um bom pontapé inicial para compreendê-la como um elemento presente na nossa cultura desde sempre e não como algo que surge no século 21.
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4874/blog-tecnologia-4-livros-para-compreender-o-uso-da-tecnologia-na-sua-aula

terça-feira, 4 de abril de 2017

Keepvid faz download de vídeos do YouTube e outros sites facilmente


Por Daniel Ribeiro

KeepVid é uma ferramenta online que permite baixar vídeo do YouTube. O serviço funciona através de uma página, na qual é possível realizar buscas e fazer downloads também do Vimeo, Google Vídeo, DailyMotion, etc.
Há opções para realizar o download em diferentes tipos de resolução e formatos de arquivos. Além da praticidade para baixar vídeos, este site ainda conta com um atalho que torna ainda mais fácil e rápido o processo de download.

Como funciona

O serviço funciona como uma espécie de aplicativo online e permite que os usuários façam o download de vídeos em diversos canais de compartilhamento da internet. Existem opções de resolução e cópias em arquivos no formato 3GP, FLV, MP4, WEBM e MP3. Ele funciona utilizando a linguagem Java.

É necessário escrever o nome do vídeo que deseja buscar ou copiar e colar a URL com o endereço do vídeo na lacuna, localizada na parte superior da interface. Feito isso, o site mostra os links com os resultados do vídeo procurado, ou miniaturas que informam o endereço e o nome do vídeo que buscou.

O usuário pode escolher e clicar diretamente sobre uma das opções de tamanho da resolução e tipo de arquivo, mostradas logo abaixo das informações do vídeo encontrado. Depois, basta selecionar o que deseja e pressionar o botão “Download”. Descubra como baixar vídeos do YouTube sem instalar programas.

A ferramenta também oferece um atalho que torna ainda mais prático o download. Para que ele fique disponível é preciso arrastar uma pequena aba chamada “KEEPVID Bookmarklet”, localizada na parte superior do site, para a sua barra de ferramentas.

Um pequeno botão chamado “Keep it!” aparece em sua barra de favoritos. Quando o usuário estiver assistindo um vídeo e desejar baixá-lo, basta apertar esta nova opção para que uma janela, com a página do serviço online já com as opções de download disponíveis, seja exibida. Acesse Keepvid e faça e download de vídeos da web!

Nossa opinião
Este é o tipo de aplicativo que não deixa o usuário na mão quando precisa. É simples, rápido e ainda dá uma ajuda na hora de baixar no formato correto do conteúdo que está na internet. Sem necessidade de nenhum conversor, o KeepVid é capaz de baixar vídeos do YouTube, Vimeo, Dailymotion e uma outra série de sites de compartilhamento.

Todo o processo de download é muito simples. Basta copiar e colar o link do vídeo na única área disponível para escrita. É possível escrever o endereço, no entanto, copiar é mais simples. Após o “OK”, uma lista de opções aparece, em diversos formatos e tamanhos de arquivo, com suas resoluções listadas.

O usuário pode baixar o arquivo em um formato que apenas roda no player da Adobe, ou então já convertido para MP4, formato que é exibido em qualquer computador ou até nos aparelhos de TV que contam com função de reproduzir vídeos. Todo o processo é instantâneo: clicou, baixou. Simples, sem nenhum obstáculo ou então passo mais complicado para o usuário.

Além do vídeo, é possível baixar um arquivo MP3 do áudio convertido. Tudo é feito nos servidores do KeepVid e entregue como um arquivo de música padrão. A qualidade não é a melhor de todas, mas é o único programa capaz de baixar uma música do YouTube, por exemplo. Por isso, vale a pena testar!

Prós
  • Longa lista de sites suportados
  • Baixa vídeos em diversos formatos
  • Permite a escolha da resolução do vídeo
  • Pode baixar um arquivo MP3 com a trilha do vídeo
Contras
  • Depende de JAVA para funcionar
  • Não conta com um player integrado
  • Poderia exibir todas as resoluções do YouTube   
Fonte: http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/keepvid.html

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Formação Google Drive na 8ª CRE

No dia 29 de março aconteceu a Formação Google Drive, no laboratório do NTE, para os professores da 8ª Coordenadoria Regional de Educação. Foram ofertadas cinco turmas em diferentes horários, visando à participação da maioria dos professores da instituição. Participaram da formação quarenta e seis professores, que já estão com seus respectivos e-mails “Educar” ativos e aptos a utilizar o Google Drive para armazenamento de seus documentos.


terça-feira, 21 de março de 2017

Seus alunos podem aprender - e se divertir - conversando pelo Skype

Imagem: Shutterstock

Falar pelo Skype ou outra ferramenta que permite a comunicação por voz e vídeo pela internet já se tornou uma prática comum para matar a saudade de alguém que está longe, fazer uma reunião a distância ou só jogar conversa fora sem pagar pela ligação. Poucos professores, no entanto, usam o canal para conectar suas salas de aulas com outros lugares do mundo.
Para incentivar o uso do Skype em escolas, a Microsoft oferece o “Skype na Sala de Aula”, uma comunidade online com funcionalidades que facilitam o seu uso pedagógico e conectam professores dispostos a inovar usando a ferramenta. Mas várias das sugestões propostas na comunidade e outras possibilidades também podem ser realizadas por uma conta comum do Skype ou em mesmo por outros aplicativos, como o Google Hangouts e o WhatsApp.

Apresento aqui algumas sugestões de atividades que já foram testadas por professores:



Intercâmbio de experiências regionais


Conectar alunos de diferentes cidades, regiões e até países é uma experiência rica para engajar alunos em conteúdos ao mesmo tempo em que desenvolve outras competências como empatia, curiosidade, comunicação e habilidade para trabalhar em grupo. Uma atividade realizada por uma escola do Colégio Municipal de Indaial (SC) e de alunos do Instituto Maria Auxiliadora, em Porto Alegre (RS), é um exemplo disso. Professores de ambas as instituições se comunicaram por um grupo fechado no Facebook e trocaram os trabalhos produzidos pelos seus alunos sobre animais em extinção em seus municípios. Os alunos foram incentivados a pesquisar espécies e realizar atividades sobre o tema de forma interdisciplinar - em Matemática, eles estudam o tempo de gestação de cada espécie, medidas e peso; para as disciplinas de História e Geografia, pesquisam os biomas do Brasil e sua localização no mapa; em Biologia, identificam  fontes confiáveis sobre as espécies.
Depois da preparação, aconteceram as videoconferências entre duas turmas, que ficaram organizadas em cadeiras na frente de um monitor conectado ao Skype. Cada aluno teve a chance de mostrar seu trabalho em frente à câmera e falar sobre a espécie que pesquisou. Depois, eles tiraram dúvidas e debateram entre eles sobre os animais. Segundo a professora Rúbia Waldirene Speck Loes, as crianças ficaram eufóricas com a atividade e tiveram acesso a informações sobre animais que provavelmente não teriam se tivessem apenas pesquisado individualmente. Além disso, se divertiram conhecendo alunos de outro Estado, com sotaque e realidades diferentes.
Esse projeto é apenas uma possibilidade que a interação entre escolas diferentes pode proporcionar. No Skype na Sala de Aula, também existe um jogo chamado Mistery Skype, no qual uma sala deve adivinhar, através de 20 perguntas, onde a outra está localizada. É uma estratégia válida tanto para a prática de outros idiomas, quanto para testar conhecimentos de Geografia, História e aprender um pouco mais sobre a cultura de determinado local.


Conversa com especialista
 
Nem sempre é possível trazer para a escola ou levar alunos para conversar e entrevistar especialistas que compartilhem conhecimentos e diferentes pontos de vista sobre um tema, mas através do Skype é mais fácil colocar estudantes em contato com pessoas que eles não acessam normalmente. Esse tipo de atividade vale para especialistas que falem sobre um assunto que os alunos estão aprendendo ou pesquisando, profissionais que deem depoimentos sobre seu trabalho e ajudem jovens a decidir o futuro profissional, até tutores que possam aconselhar estudantes em relação a projetos que estão desenvolvendo.

A professora Meghan Hunt, da escola Stipes Elementary, em Irving, no Texas, por exemplo, usou a ferramenta para oferecer uma aula virtual com um especialista em solos para seus alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Durante a sessão, o profissional mostrou tipos de solo e as crianças puderam fazer perguntas. Depois, a educadora discutiu e aprofundou o aprendizado da turma sobre o tema.


Aprendizado de línguas estrangeiras

Ferramentas de comunicação por voz e vídeo também são úteis para apoiar o aprendizado de uma língua estrangeira. Atualmente, já existem cursos que oferecem professores particulares para aulas online, mas também é possível levar a experiência para escolas. Uma atividade interessante é colocar alunos em contato com falantes nativos para conversas virtuais, o que ajuda a desenvolver a habilidade oral. É o que acontece no  GEC Poliglota Anísio Teixeira, no Rio de Janeiro, que tem como foco o ensino de línguas, como Inglês, Espanhol e até Árabe.

O CNA, uma escola com cursos particulares de inglês e espanhol, oferece o serviço Speaking Exchange, que coloca em contato estudantes brasileiros com idosos americanos que buscam alguém para trocar ideias. Professores que desejem proporcionar conversas na sala de aula, mas têm dificuldade em encontrar falantes nativos dispostos a participar, podem usar a ferramenta. Para isso, basta se cadastrar no site do projeto.


Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4831/blog-tecnologia-seus-alunos-podem-aprender-e-se-divertir-conversando-pelo-skype?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 14 de março de 2017

Como e por que usar tecnologia na escola


Em 2010, quando eu era diretora de uma escola de Ensino Fundamental, a mãe de uma aluna me procurou na saída da aula. Ela dizia que queria falar com a professora de sua filha, que solicitou sua presença para buscar o celular da menina, apreendido por ter sido usado durante a aula. Eu disse à mãe que, naquele horário, só estavam presentes os professores dos alunos do 1o ao 5o ano e que, para falar com os professores dos mais velhos, do 6o ao 9o, ela teria que vir no turno da tarde. Qual não foi a minha surpresa quando a mãe me informou que sua filha era da sala do 1o ano e estudava de manhã. Ou seja, era uma menina de 6 anos.
A pergunta que fiz para a mulher saiu naturalmente: “Por que sua menina precisa de um celular aos 6 anos?”.  E, até hoje me surpreendo com a resposta: “Para falar com o pai dela e não sentir falta. Nós somos separados e ele deu o celular para ela conversar com ele”.
A substituição das vivências físicas pelas possibilitadas pelas virtuais (através do uso de smartfones e computadores) parece ser um caminho incentivado pelo mercado de consumo e pelas grandes empresas que vendem tecnologia. Mas será que, na infância, já compreendemos e diferenciamos o virtual e o físico? E qual o papel da escola nessa relação?
Já há muitas gerações, convivemos com equipamentos diferentes ao longo da vida. Desde o rádio, a televisão, o telefone, o celular e a internet, tivemos, cada um, vivências diferentes na descoberta do mundo com a presença dessas tecnologias ao nosso redor. Ou seja, nós aprendemos a nos relacionar com a tecnologia ao mesmo tempo em que aprendemos a nos relacionar com o mundo. Exploramos, testamos e criamos rotinas com esses aparelhos. E é a construção dessas rotinas que nós, adultos, devemos mediar para que crianças e adolescentes tenham um uso saudável, eficaz e com propósito da tecnologia.
Neste ponto, a escola tem um espaço privilegiado, pois conta com a presença física, o toque, o afeto e também forte influência sobre os alunos. Por isso, devemos ter cuidado para que nossa prática como docentes não beire os extremismos: nem a substituição de relações presenciais pelas relações virtuais, nem a eliminação da exploração da tecnologia e do virtual.
A tecnologia está à serviço do conhecimento acadêmico, social e afetivo e deve pautar  de forma equilibrada o planejamento da escola. Abaixo, cito o exemplo do uso moderado da tecnologia em um trabalho escolar: 

Quando, como e por que usar tecnologia virtual


  •     Para ampliar e comparar as informações antes ou depois da vivência física
Utilizar o Google Earth, o EraVirtual  (site de visitas virtuais à patrimônios culturais)  ou o site de um museu é uma forma de ampliar o repertório, mas não substitui uma ida ao museu ou um estudo do meio. O virtual possibilita uma visita anterior ao espaço, auxiliando a construção do plano de visita. Esses sites podem ser acessados tanto do celular quanto do computador.

  •     Para registrar a experiência
Fotografar e filmar é um dos usos mais práticos dos smartfones. Centralizar o armazenamento das fotos, para que vários olhares sobre a mesma experiência seja compartilhado e posteriormente discutido em grupo, é uma forma de verificar as várias percepções e pontos de vistas sobre os mesmos lugares. Álbuns virtuais compartilhados podem ser criados gratuitamente no Picasa, Flickr, Photobucket, Smugmug e Yogile.

  •     Para produção
Posteriormente à visita, ferramentas virtuais podem ser utilizadas para a construção de um material ilustrado, um jogo, um aplicativo ou outro produto coletivo como forma de registro da experiência. Veja um exemplo aqui.

Mas o mais importante é construir com as crianças e os adolescente o equilíbrio do uso. Ter tempo para o virtual e tempo para o presencial é essencial. A dependência do uso se dá quando não percebemos quando existe ou não necessidade de usar a tecnologia.



Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4785/blog-tecnologia-como-e-por-que-usar-tecnologia-na-escola

terça-feira, 7 de março de 2017

8 alternativas open sources para o MATLAB



Estudantes de matemática, física, engenharia, economia e outros com envolvimento com programação ou computação científica, provavelmente, usam ou devem usar o MATLAB. E se estiver usando o Linux?! Sem problemas, o sistema Linux, como qualquer outro sistema, possui alternativas open source para o MATLAB. Portanto, conheça algumas alternativas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Gráficos e tabelas para organizar informações

Saiba por que e como ensinar os alunos a ler e interpretar os dados apresentados em gráficos e tabelas

por: Fernanda Salla 

 

Imagine o seguinte: na sala dos professores da escola, há um cartaz com a frase "Em 2007, eram 734 estudantes matriculados; em 2008, 753; em 2009, 777; em 2010, 794; e, em 2011, 819".

Se você acha que esses números não contribuem para mostrar com clareza o histórico da instituição nem para destacar o percurso crescente de matrículas, tem toda razão. Há uma maneira mais clara e eficiente de apresentar esses dados: um gráfico. Observe:

Evolução do número de alunos da escola

 

 

 









Esse exemplo revela claramente que para cada informação que se quer comunicar há uma linguagem mais adequada- aí se incluem textos, gráficos e tabelas. "Eles são usados para facilitar a leitura do conteúdo, já que apresentam as informações de maneira mais visual", explica Cleusa Capelossi Reis, formadora de Matemática da Secretaria Municipal de Educação de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Logo no início do Ensino Fundamental, as crianças precisam aprender a ler e interpretar esses tipos de recurso com o qual elas se deparam no dia a dia. Além disso, esse é um conteúdo importante da Matemática que vai acompanhá-las durante toda a escolaridade no estudo de diversas disciplinas.

Um gráfico mais adequado para cada tipo de informação

 

Barras

Usado para comparar dados quantitativos e formado por barras de mesma largura e comprimento variável, pois dependem do montante que representam. A barra mais longa indica a maior quantidade e, com base nela, é possível analisar como certo dado está em relação aos demais.


Os prédios mais altos do mundo


 As espécies animais ameaçadas de extinção na mata Atlântica




Setor


Útil para agrupar ou organizar quantitativamente dados considerando um total. A circunferência representa o todo e é dividida de acordo os números relacionados ao tema abordado.

Evolução do desmatamento na região da Amazônia

 



Linhas


Apresenta a evolução de um dado. Eixos na vertical e na horizontal indicam as informações a que se refere e a linha traçada entre eles, ascendente, descendente constante ou com vários altos e baixos mostra o percurso de um fenômeno específico.

Regularidades ajudam a compreender os fenômenos


Existem vários tipos de gráficos (como os de barras, de setor e de linha) e tabelas (simples e de dupla entrada). O uso de cada um deles depende da natureza das informações. É importante que os alunos sejam apresentados a todos eles e estimulados a interpretá-los. "Aqui tem mais quantidade porque esta torre (barra) é maior que a outra" e "a pizza está dividida em três partes. Então são três coisas representadas" são falas comuns e que revelam o quanto a turma já sabe a respeito.

Na EMEB Donald Savazoni, na capital paulista, Cláudia de Oliveira pediu que os estudantes do 3º ano pesquisassem gráficos e tabelas em diversos portadores de texto, como os jornais, e analisou o material com eles. Além dos diferentes visuais, ela trabalhou elementos imprescindíveis, como o título (que indica o que está sendo representado), a fonte (que revela a origem das informações) e, no caso dos gráficos, especificamente, a legenda (que decodifica as cores, por exemplo). De que assunto trata o gráfico? Quantos dados são apresentados? Como eles aparecem? Esses são questionamentos pertinentes para fazer aos alunos. Essas intervenções, apoiadas em exemplos, são uma forma de encaminhar a turma a notar que há certas regularidades que permitem a interpretação independentemente do conteúdo. Por exemplo: num gráfico de barras verticais, é a altura que mostra a variação de quantidade e não a largura das barras. No caso dos eixos, presentes no gráfico de barras e no de linhas, os intervalos entre as marcações são sempre do mesmo tamanho. Isso serve para garantir a proporcionalidade das informações apresentadas.

Quanto às tabelas, há diversas formas de usá-las para organizar as informações. Elas podem aparecer em ordem crescente ou decrescente, no caso de números, ou em ordem alfabética, quando são compostas de nomes, por exemplo.

Ao selecionar o material para trabalhar em sala, lembre-se de atentar para a complexidade de cada um. "Quanto mais informações reunirem, mais complicados são. Para essa faixa etária, melhor usar material com poucos dados, dando preferência aos números absolutos", explica Leika Watabe, assessora técnica educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Escolher temas e assuntos que fazem parte do universo da garotada também é importante. Para as crianças do 3º ano, Cláudia organizou um estudo do tempo de vida de uma série de animais e organizou os dados em uma tabela e um gráfico de barras. Na tabela, elas tinham de identificar o assunto tratado e verificar as informações sobre os bichos, relacionando os dados. Depois, compararam no gráfico as diferenças entre a expectativa de vida de cada um deles. Por fim, a educadora propôs alguns problemas para que todos calculassem a diferença de idade entre dois animais. Os alunos confrontaram os resultados com o gráfico e concluíram que os valores eram proporcionais ao intervalo entre as barras que representavam os bichos.

Importante: gráficos e tabelas podem ser explorados com muitos conteúdos, de diversas disciplinas - desde que o material não seja simplesmente exposto em um cartaz na sala. Trabalhar a interpretação é fundamental. Somente com essa estratégia em jogo, o grupo vai criar familiaridade com esse tipo de representação, se apropriar dele com segurança e seguir em frente, construindo seus próprios gráficos e tabelas.



Simples
 
Usada para apresentar a relação entre uma informação e outra (como produto e preço). É formada por duas colunas e deve ser lida horizontalmente.





De dupla entrada

Útil para mostrar dois ou mais tipos de dado (como altura e peso) sobre um item (nome). Deve ser lida na vertical e na horizontal simultaneamente para que as linhas e as colunas sejam relacionadas.

De dupla entrada

 
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/163/graficos-tabelas-organizar-informacoes?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Torne suas aulas mais interativas com QR Codes


Olá, hoje estreamos a colaboração do Porvir com o Blog de Tecnologia de NOVA ESCOLA. Todos os meses, vamos trazer para cá ideias que coletamos em escolas do Brasil todo. Começamos por uma ferramenta que provavelmente está no telefone aí dos seus alunos.

Escanear um QR Code com seu celular serve para mais coisas do que participar de promoção, comprar pizza com desconto ou ler mais informações sobre uma obra no museu. O quadradinho que parece um código de barras pode armazenar vários tipos de informações, inclusive algumas úteis para atividades em aula.

O QR code (sigla em inglês para Quick Response, ou seja, resposta rápida) é um código de barras 2D (os antigos trabalham apenas a dimensão horizontal) e pode ser lido facilmente pelas pessoas usando um celular com câmera fotográfica. Basta escanear o código com um aplicativo apropriado, que o converte imediatamente em texto, localização, números de telefone e links para sites, vídeos, imagens e outros.

Para utilizar esses código de modo a tornar as aulas interativas e divertidas, é necessário baixar no celular do professor e no dos alunos aplicativos de leitura de QR Codes criados em sites específicos. Existem opções gratuitas disponíveis para ambas as ferramentas (veja sugestões ao final do texto).

Criar um QR Code não exige conhecimentos de programação ou design. Com um aplicativo em seu celular, escolha que tipo de informação o QR Code vai armazenar (link de internet, texto, número de telefone, post no Facebook, arquivo PDF), indicar o conteúdo num campo específico e gerar o código. Depois, é possível salvar o código como imagem e usar da maneira mais adequada para cada situação. Algumas funcionalidades, como usar cor no código ou ter acesso a estatísticas sobre seu uso, são cobradas.

Apresento aqui três sugestões de atividades com QR Code já realizadas por educadores que relataram suas práticas na seção Diário de Inovações do Porvir. Confira:


Caça ao QR Code

A experiência das professoras Andréia Vitorino Marcos e Irlane Veloso, de Picos (PI), foi usada em aula de Língua Portuguesa, mas a essência dela, a adaptação da caça a um tesouro por meio de informações em QR Codes, pode ser aplicada em outras disciplinas e contextos.

Como fazer: Para uma aula de análise de poemas, comece selecionando um texto para ser trabalhado com os alunos. Depois, crie códigos para cada estrofe do texto e os espalhe em cartazes em diferentes lugares da escola. Em cada QR Code, insira também dicas para encontrar outras estrofes. A missão dos alunos, divididos em grupos, é procurar os códigos e completar todo o poema. Enquanto decodificam os trechos, os grupos devem se reunir para ler e encontrar a próxima pista. Além disso, devem responder algumas perguntas sobre a estrofe lida. Quando conseguirem completar o poema, peça que analisem a estrutura do gênero textual.

Inclusão de deficiente visual


Raquel Gonzaga, de São Paulo, usou QR Code para incluir um deficiente visual nas aulas de inglês. O objetivo era oferecer condições para o aluno aprender junto com os colegas.
Como fazer: Para que um estudante que não enxerga consiga interagir com os estímulos visuais e mensagens em texto apresentados na lousa, transforme-as em um QR Code no seu celular. A cada imagem e texto apresentado à classe, se aproxime do aluno com deficiência e lhe peça para escanear o código com seu celular e ouça o conteúdo com fone de ouvido. Desta forma, ele acompanhará a aula e poderá dialogar com você e os colegas.

Espalhe QR Codes de conhecimento

A prática promovida pela professora Jordana Thadei, de São Paulo, envolveu a pesquisa e a redação de resumos sobre aprendizados transformados em QR Codes. Mesmo tendo sido aplicada com alunos de Letras, ela também pode ser realizada em aulas da Educação Básica.
Como fazer: Dê nomes de personalidades importantes a salas ou lugares da escola e incentive seus alunos a pesquisarem sobre essas pessoas. A atividade pode ser feita em grupos. Posteriormente, peça que eles escrevam em conjunto textos curtos, informativos e atraentes sobre essas personalidades para serem lidos pelo celular. O próximo passo é transformar esses textos em um QR Code para ser exposto ao lado dos nomes das salas. Essa informação ficará disponível para todos os alunos da escola que escanearem os códigos.

Ferramentas para criar QR Codes:

Gerador de código QR
Kaywa QR CodeGenerator
e-elemento