terça-feira, 21 de março de 2017

Seus alunos podem aprender - e se divertir - conversando pelo Skype

Imagem: Shutterstock

Falar pelo Skype ou outra ferramenta que permite a comunicação por voz e vídeo pela internet já se tornou uma prática comum para matar a saudade de alguém que está longe, fazer uma reunião a distância ou só jogar conversa fora sem pagar pela ligação. Poucos professores, no entanto, usam o canal para conectar suas salas de aulas com outros lugares do mundo.
Para incentivar o uso do Skype em escolas, a Microsoft oferece o “Skype na Sala de Aula”, uma comunidade online com funcionalidades que facilitam o seu uso pedagógico e conectam professores dispostos a inovar usando a ferramenta. Mas várias das sugestões propostas na comunidade e outras possibilidades também podem ser realizadas por uma conta comum do Skype ou em mesmo por outros aplicativos, como o Google Hangouts e o WhatsApp.

Apresento aqui algumas sugestões de atividades que já foram testadas por professores:



Intercâmbio de experiências regionais


Conectar alunos de diferentes cidades, regiões e até países é uma experiência rica para engajar alunos em conteúdos ao mesmo tempo em que desenvolve outras competências como empatia, curiosidade, comunicação e habilidade para trabalhar em grupo. Uma atividade realizada por uma escola do Colégio Municipal de Indaial (SC) e de alunos do Instituto Maria Auxiliadora, em Porto Alegre (RS), é um exemplo disso. Professores de ambas as instituições se comunicaram por um grupo fechado no Facebook e trocaram os trabalhos produzidos pelos seus alunos sobre animais em extinção em seus municípios. Os alunos foram incentivados a pesquisar espécies e realizar atividades sobre o tema de forma interdisciplinar - em Matemática, eles estudam o tempo de gestação de cada espécie, medidas e peso; para as disciplinas de História e Geografia, pesquisam os biomas do Brasil e sua localização no mapa; em Biologia, identificam  fontes confiáveis sobre as espécies.
Depois da preparação, aconteceram as videoconferências entre duas turmas, que ficaram organizadas em cadeiras na frente de um monitor conectado ao Skype. Cada aluno teve a chance de mostrar seu trabalho em frente à câmera e falar sobre a espécie que pesquisou. Depois, eles tiraram dúvidas e debateram entre eles sobre os animais. Segundo a professora Rúbia Waldirene Speck Loes, as crianças ficaram eufóricas com a atividade e tiveram acesso a informações sobre animais que provavelmente não teriam se tivessem apenas pesquisado individualmente. Além disso, se divertiram conhecendo alunos de outro Estado, com sotaque e realidades diferentes.
Esse projeto é apenas uma possibilidade que a interação entre escolas diferentes pode proporcionar. No Skype na Sala de Aula, também existe um jogo chamado Mistery Skype, no qual uma sala deve adivinhar, através de 20 perguntas, onde a outra está localizada. É uma estratégia válida tanto para a prática de outros idiomas, quanto para testar conhecimentos de Geografia, História e aprender um pouco mais sobre a cultura de determinado local.


Conversa com especialista
 
Nem sempre é possível trazer para a escola ou levar alunos para conversar e entrevistar especialistas que compartilhem conhecimentos e diferentes pontos de vista sobre um tema, mas através do Skype é mais fácil colocar estudantes em contato com pessoas que eles não acessam normalmente. Esse tipo de atividade vale para especialistas que falem sobre um assunto que os alunos estão aprendendo ou pesquisando, profissionais que deem depoimentos sobre seu trabalho e ajudem jovens a decidir o futuro profissional, até tutores que possam aconselhar estudantes em relação a projetos que estão desenvolvendo.

A professora Meghan Hunt, da escola Stipes Elementary, em Irving, no Texas, por exemplo, usou a ferramenta para oferecer uma aula virtual com um especialista em solos para seus alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Durante a sessão, o profissional mostrou tipos de solo e as crianças puderam fazer perguntas. Depois, a educadora discutiu e aprofundou o aprendizado da turma sobre o tema.


Aprendizado de línguas estrangeiras

Ferramentas de comunicação por voz e vídeo também são úteis para apoiar o aprendizado de uma língua estrangeira. Atualmente, já existem cursos que oferecem professores particulares para aulas online, mas também é possível levar a experiência para escolas. Uma atividade interessante é colocar alunos em contato com falantes nativos para conversas virtuais, o que ajuda a desenvolver a habilidade oral. É o que acontece no  GEC Poliglota Anísio Teixeira, no Rio de Janeiro, que tem como foco o ensino de línguas, como Inglês, Espanhol e até Árabe.

O CNA, uma escola com cursos particulares de inglês e espanhol, oferece o serviço Speaking Exchange, que coloca em contato estudantes brasileiros com idosos americanos que buscam alguém para trocar ideias. Professores que desejem proporcionar conversas na sala de aula, mas têm dificuldade em encontrar falantes nativos dispostos a participar, podem usar a ferramenta. Para isso, basta se cadastrar no site do projeto.


Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4831/blog-tecnologia-seus-alunos-podem-aprender-e-se-divertir-conversando-pelo-skype?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 14 de março de 2017

Como e por que usar tecnologia na escola


Em 2010, quando eu era diretora de uma escola de Ensino Fundamental, a mãe de uma aluna me procurou na saída da aula. Ela dizia que queria falar com a professora de sua filha, que solicitou sua presença para buscar o celular da menina, apreendido por ter sido usado durante a aula. Eu disse à mãe que, naquele horário, só estavam presentes os professores dos alunos do 1o ao 5o ano e que, para falar com os professores dos mais velhos, do 6o ao 9o, ela teria que vir no turno da tarde. Qual não foi a minha surpresa quando a mãe me informou que sua filha era da sala do 1o ano e estudava de manhã. Ou seja, era uma menina de 6 anos.
A pergunta que fiz para a mulher saiu naturalmente: “Por que sua menina precisa de um celular aos 6 anos?”.  E, até hoje me surpreendo com a resposta: “Para falar com o pai dela e não sentir falta. Nós somos separados e ele deu o celular para ela conversar com ele”.
A substituição das vivências físicas pelas possibilitadas pelas virtuais (através do uso de smartfones e computadores) parece ser um caminho incentivado pelo mercado de consumo e pelas grandes empresas que vendem tecnologia. Mas será que, na infância, já compreendemos e diferenciamos o virtual e o físico? E qual o papel da escola nessa relação?
Já há muitas gerações, convivemos com equipamentos diferentes ao longo da vida. Desde o rádio, a televisão, o telefone, o celular e a internet, tivemos, cada um, vivências diferentes na descoberta do mundo com a presença dessas tecnologias ao nosso redor. Ou seja, nós aprendemos a nos relacionar com a tecnologia ao mesmo tempo em que aprendemos a nos relacionar com o mundo. Exploramos, testamos e criamos rotinas com esses aparelhos. E é a construção dessas rotinas que nós, adultos, devemos mediar para que crianças e adolescentes tenham um uso saudável, eficaz e com propósito da tecnologia.
Neste ponto, a escola tem um espaço privilegiado, pois conta com a presença física, o toque, o afeto e também forte influência sobre os alunos. Por isso, devemos ter cuidado para que nossa prática como docentes não beire os extremismos: nem a substituição de relações presenciais pelas relações virtuais, nem a eliminação da exploração da tecnologia e do virtual.
A tecnologia está à serviço do conhecimento acadêmico, social e afetivo e deve pautar  de forma equilibrada o planejamento da escola. Abaixo, cito o exemplo do uso moderado da tecnologia em um trabalho escolar: 

Quando, como e por que usar tecnologia virtual


  •     Para ampliar e comparar as informações antes ou depois da vivência física
Utilizar o Google Earth, o EraVirtual  (site de visitas virtuais à patrimônios culturais)  ou o site de um museu é uma forma de ampliar o repertório, mas não substitui uma ida ao museu ou um estudo do meio. O virtual possibilita uma visita anterior ao espaço, auxiliando a construção do plano de visita. Esses sites podem ser acessados tanto do celular quanto do computador.

  •     Para registrar a experiência
Fotografar e filmar é um dos usos mais práticos dos smartfones. Centralizar o armazenamento das fotos, para que vários olhares sobre a mesma experiência seja compartilhado e posteriormente discutido em grupo, é uma forma de verificar as várias percepções e pontos de vistas sobre os mesmos lugares. Álbuns virtuais compartilhados podem ser criados gratuitamente no Picasa, Flickr, Photobucket, Smugmug e Yogile.

  •     Para produção
Posteriormente à visita, ferramentas virtuais podem ser utilizadas para a construção de um material ilustrado, um jogo, um aplicativo ou outro produto coletivo como forma de registro da experiência. Veja um exemplo aqui.

Mas o mais importante é construir com as crianças e os adolescente o equilíbrio do uso. Ter tempo para o virtual e tempo para o presencial é essencial. A dependência do uso se dá quando não percebemos quando existe ou não necessidade de usar a tecnologia.



Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4785/blog-tecnologia-como-e-por-que-usar-tecnologia-na-escola

terça-feira, 7 de março de 2017

8 alternativas open sources para o MATLAB



Estudantes de matemática, física, engenharia, economia e outros com envolvimento com programação ou computação científica, provavelmente, usam ou devem usar o MATLAB. E se estiver usando o Linux?! Sem problemas, o sistema Linux, como qualquer outro sistema, possui alternativas open source para o MATLAB. Portanto, conheça algumas alternativas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Gráficos e tabelas para organizar informações

Saiba por que e como ensinar os alunos a ler e interpretar os dados apresentados em gráficos e tabelas

por: Fernanda Salla 

 

Imagine o seguinte: na sala dos professores da escola, há um cartaz com a frase "Em 2007, eram 734 estudantes matriculados; em 2008, 753; em 2009, 777; em 2010, 794; e, em 2011, 819".

Se você acha que esses números não contribuem para mostrar com clareza o histórico da instituição nem para destacar o percurso crescente de matrículas, tem toda razão. Há uma maneira mais clara e eficiente de apresentar esses dados: um gráfico. Observe:

Evolução do número de alunos da escola

 

 

 









Esse exemplo revela claramente que para cada informação que se quer comunicar há uma linguagem mais adequada- aí se incluem textos, gráficos e tabelas. "Eles são usados para facilitar a leitura do conteúdo, já que apresentam as informações de maneira mais visual", explica Cleusa Capelossi Reis, formadora de Matemática da Secretaria Municipal de Educação de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Logo no início do Ensino Fundamental, as crianças precisam aprender a ler e interpretar esses tipos de recurso com o qual elas se deparam no dia a dia. Além disso, esse é um conteúdo importante da Matemática que vai acompanhá-las durante toda a escolaridade no estudo de diversas disciplinas.

Um gráfico mais adequado para cada tipo de informação

 

Barras

Usado para comparar dados quantitativos e formado por barras de mesma largura e comprimento variável, pois dependem do montante que representam. A barra mais longa indica a maior quantidade e, com base nela, é possível analisar como certo dado está em relação aos demais.


Os prédios mais altos do mundo


 As espécies animais ameaçadas de extinção na mata Atlântica




Setor


Útil para agrupar ou organizar quantitativamente dados considerando um total. A circunferência representa o todo e é dividida de acordo os números relacionados ao tema abordado.

Evolução do desmatamento na região da Amazônia

 



Linhas


Apresenta a evolução de um dado. Eixos na vertical e na horizontal indicam as informações a que se refere e a linha traçada entre eles, ascendente, descendente constante ou com vários altos e baixos mostra o percurso de um fenômeno específico.

Regularidades ajudam a compreender os fenômenos


Existem vários tipos de gráficos (como os de barras, de setor e de linha) e tabelas (simples e de dupla entrada). O uso de cada um deles depende da natureza das informações. É importante que os alunos sejam apresentados a todos eles e estimulados a interpretá-los. "Aqui tem mais quantidade porque esta torre (barra) é maior que a outra" e "a pizza está dividida em três partes. Então são três coisas representadas" são falas comuns e que revelam o quanto a turma já sabe a respeito.

Na EMEB Donald Savazoni, na capital paulista, Cláudia de Oliveira pediu que os estudantes do 3º ano pesquisassem gráficos e tabelas em diversos portadores de texto, como os jornais, e analisou o material com eles. Além dos diferentes visuais, ela trabalhou elementos imprescindíveis, como o título (que indica o que está sendo representado), a fonte (que revela a origem das informações) e, no caso dos gráficos, especificamente, a legenda (que decodifica as cores, por exemplo). De que assunto trata o gráfico? Quantos dados são apresentados? Como eles aparecem? Esses são questionamentos pertinentes para fazer aos alunos. Essas intervenções, apoiadas em exemplos, são uma forma de encaminhar a turma a notar que há certas regularidades que permitem a interpretação independentemente do conteúdo. Por exemplo: num gráfico de barras verticais, é a altura que mostra a variação de quantidade e não a largura das barras. No caso dos eixos, presentes no gráfico de barras e no de linhas, os intervalos entre as marcações são sempre do mesmo tamanho. Isso serve para garantir a proporcionalidade das informações apresentadas.

Quanto às tabelas, há diversas formas de usá-las para organizar as informações. Elas podem aparecer em ordem crescente ou decrescente, no caso de números, ou em ordem alfabética, quando são compostas de nomes, por exemplo.

Ao selecionar o material para trabalhar em sala, lembre-se de atentar para a complexidade de cada um. "Quanto mais informações reunirem, mais complicados são. Para essa faixa etária, melhor usar material com poucos dados, dando preferência aos números absolutos", explica Leika Watabe, assessora técnica educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Escolher temas e assuntos que fazem parte do universo da garotada também é importante. Para as crianças do 3º ano, Cláudia organizou um estudo do tempo de vida de uma série de animais e organizou os dados em uma tabela e um gráfico de barras. Na tabela, elas tinham de identificar o assunto tratado e verificar as informações sobre os bichos, relacionando os dados. Depois, compararam no gráfico as diferenças entre a expectativa de vida de cada um deles. Por fim, a educadora propôs alguns problemas para que todos calculassem a diferença de idade entre dois animais. Os alunos confrontaram os resultados com o gráfico e concluíram que os valores eram proporcionais ao intervalo entre as barras que representavam os bichos.

Importante: gráficos e tabelas podem ser explorados com muitos conteúdos, de diversas disciplinas - desde que o material não seja simplesmente exposto em um cartaz na sala. Trabalhar a interpretação é fundamental. Somente com essa estratégia em jogo, o grupo vai criar familiaridade com esse tipo de representação, se apropriar dele com segurança e seguir em frente, construindo seus próprios gráficos e tabelas.



Simples
 
Usada para apresentar a relação entre uma informação e outra (como produto e preço). É formada por duas colunas e deve ser lida horizontalmente.





De dupla entrada

Útil para mostrar dois ou mais tipos de dado (como altura e peso) sobre um item (nome). Deve ser lida na vertical e na horizontal simultaneamente para que as linhas e as colunas sejam relacionadas.

De dupla entrada

 
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/163/graficos-tabelas-organizar-informacoes?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Torne suas aulas mais interativas com QR Codes


Olá, hoje estreamos a colaboração do Porvir com o Blog de Tecnologia de NOVA ESCOLA. Todos os meses, vamos trazer para cá ideias que coletamos em escolas do Brasil todo. Começamos por uma ferramenta que provavelmente está no telefone aí dos seus alunos.

Escanear um QR Code com seu celular serve para mais coisas do que participar de promoção, comprar pizza com desconto ou ler mais informações sobre uma obra no museu. O quadradinho que parece um código de barras pode armazenar vários tipos de informações, inclusive algumas úteis para atividades em aula.

O QR code (sigla em inglês para Quick Response, ou seja, resposta rápida) é um código de barras 2D (os antigos trabalham apenas a dimensão horizontal) e pode ser lido facilmente pelas pessoas usando um celular com câmera fotográfica. Basta escanear o código com um aplicativo apropriado, que o converte imediatamente em texto, localização, números de telefone e links para sites, vídeos, imagens e outros.

Para utilizar esses código de modo a tornar as aulas interativas e divertidas, é necessário baixar no celular do professor e no dos alunos aplicativos de leitura de QR Codes criados em sites específicos. Existem opções gratuitas disponíveis para ambas as ferramentas (veja sugestões ao final do texto).

Criar um QR Code não exige conhecimentos de programação ou design. Com um aplicativo em seu celular, escolha que tipo de informação o QR Code vai armazenar (link de internet, texto, número de telefone, post no Facebook, arquivo PDF), indicar o conteúdo num campo específico e gerar o código. Depois, é possível salvar o código como imagem e usar da maneira mais adequada para cada situação. Algumas funcionalidades, como usar cor no código ou ter acesso a estatísticas sobre seu uso, são cobradas.

Apresento aqui três sugestões de atividades com QR Code já realizadas por educadores que relataram suas práticas na seção Diário de Inovações do Porvir. Confira:


Caça ao QR Code

A experiência das professoras Andréia Vitorino Marcos e Irlane Veloso, de Picos (PI), foi usada em aula de Língua Portuguesa, mas a essência dela, a adaptação da caça a um tesouro por meio de informações em QR Codes, pode ser aplicada em outras disciplinas e contextos.

Como fazer: Para uma aula de análise de poemas, comece selecionando um texto para ser trabalhado com os alunos. Depois, crie códigos para cada estrofe do texto e os espalhe em cartazes em diferentes lugares da escola. Em cada QR Code, insira também dicas para encontrar outras estrofes. A missão dos alunos, divididos em grupos, é procurar os códigos e completar todo o poema. Enquanto decodificam os trechos, os grupos devem se reunir para ler e encontrar a próxima pista. Além disso, devem responder algumas perguntas sobre a estrofe lida. Quando conseguirem completar o poema, peça que analisem a estrutura do gênero textual.

Inclusão de deficiente visual


Raquel Gonzaga, de São Paulo, usou QR Code para incluir um deficiente visual nas aulas de inglês. O objetivo era oferecer condições para o aluno aprender junto com os colegas.
Como fazer: Para que um estudante que não enxerga consiga interagir com os estímulos visuais e mensagens em texto apresentados na lousa, transforme-as em um QR Code no seu celular. A cada imagem e texto apresentado à classe, se aproxime do aluno com deficiência e lhe peça para escanear o código com seu celular e ouça o conteúdo com fone de ouvido. Desta forma, ele acompanhará a aula e poderá dialogar com você e os colegas.

Espalhe QR Codes de conhecimento

A prática promovida pela professora Jordana Thadei, de São Paulo, envolveu a pesquisa e a redação de resumos sobre aprendizados transformados em QR Codes. Mesmo tendo sido aplicada com alunos de Letras, ela também pode ser realizada em aulas da Educação Básica.
Como fazer: Dê nomes de personalidades importantes a salas ou lugares da escola e incentive seus alunos a pesquisarem sobre essas pessoas. A atividade pode ser feita em grupos. Posteriormente, peça que eles escrevam em conjunto textos curtos, informativos e atraentes sobre essas personalidades para serem lidos pelo celular. O próximo passo é transformar esses textos em um QR Code para ser exposto ao lado dos nomes das salas. Essa informação ficará disponível para todos os alunos da escola que escanearem os códigos.

Ferramentas para criar QR Codes:

Gerador de código QR
Kaywa QR CodeGenerator
e-elemento

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

OPEN-SANKORÉ UM SOFTWARE LIVRE PARA LOUSA ELETRÔNICA


Do site marcosrocha.info editado por Marcos Ferreira da Rocha encontramos o post sobre o Open-Sankoré é um software livre para lousa eletrônica.


Open-Sankoré

O Open-Sankoré é um software livre para lousa eletrônica. originalmente desenvolvido na Universidade de Lausanne, Suiça em 2003, para uso de professores da universidade. Depois passou para uma empresa de computação e, em seguida, comprado por uma Instituição pública francesa que a tornou um Projeto de Software Livre, Uma estratégia de desenvolver a educação na África, com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas).

Para ver mais informações clique nos links abaixo:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.

Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Chamadas em vídeo: coloque os alunos em contato com pessoas do mundo inteiro

Por: Larrissa Darc 

 
Que tal levar os alunos para um intercâmbio sem sair da escola? Acredite, é mais simples do que você pensa. Um computador ou um celular com acesso à internet e uma boa dose de imaginação bastam para desenvolver um projeto desse.

Aplicativos e programas como o WhatsApp, o Viber, o Google Hangouts, o FaceTime (disponíveis apenas para aparelhos da Apple) e o Skype permitem fazer chamadas em vídeo e, assim, colocar os estudantes em contato com pessoas de diferentes lugares. Imagina, então, você propor aos alunos que eles pratiquem o inglês com estudantes de uma escola da Austrália? Ou, então, colocar a turma em contato com algumas crianças de uma tribo indígena quando estiverem estudando esse tema?

Foi exatamente isso que a professora Josane Batalha, de uma escola particular do interior de São Paulo, fez ao perceber as potencialidades dessas ferramentas. Certificada pela Microsoft Innovative Educator Expert, Josane teve a ideia de usar o Skype quando pesquisava sobre a questão indígena para as aulas de História e Geografia. “Eu trabalhava com o conteúdo do livro, mas aquilo estava longe da realidade. As crianças não conseguiam ter noção de como são os índios de hoje e ficavam presas ao estereótipo”, explicou a professora. Para fugir disso, ela começou a pesquisar notícias mais atualizadas sobre essas populações para levar para a sala de aula. Acabou encontrando a Organização de Desenvolvimento Cultural e Preservação Ambiental Ama-Brasil, referência no assunto. “Entrei em contato com a equipe da entidade que me falou de uma escola indígena que tinha acabado de receber alguns notebooks. Foi daí que surgiu a ideia de promover essa troca”, completa.

Os alunos do 4º ano da professora Josane puderam compartilhar dúvidas com as turmas do 4º, 5º e 6º ano da Emef Profº Antônio de Sousa Pedroso, conhecida como Escola Borari, localizada em Alter do Chão, distrito a 30 quilômetros de Santarém, no Pará, que contaram aos colegas de São Paulo, sobre as suas tradições, meios de transporte e rotina escolar.

Em outra conversa, foi a vez dos estudantes paulistas dividirem com a garotada paraense informações sobre a crise hídrica. “Nós falamos sobre a importância de cuidar da água por conta da seca que enfrentamos recentemente, algo sobre o qual eles nunca tinham se preocupado por conta da abundância de água que existe na região”. Para a professora, esse projeto fez toda a diferença no aprendizado das crianças sobre o tema e revelou uma grande oportunidade de se trabalhar outros conteúdos.

Ficou com vontade de fazer algo parecido? O Skype tem três possibilidades de uso, todas gratuitas, que podem ser usadas na sua aula:

A ferramenta lançada recentemente permite que os estudantes conversem com qualquer pessoa que fale outro idioma mesmo que não se tenha domínio sobre ele já que o programa realiza traduções simultâneas em sete línguas, incluindo o português, para chamadas de voz e de vídeo e mais de 50 para mensagens de texto. Estão estudando os planetas do sistema solar? Que tal colocar a turma em contato com pesquisadores da NASA? As possibilidades se tornam infinitas.

Nessa modalidade, você marca data e hora para que um especialista participe de uma transmissão ao vivo para a turma. É uma excelente oportunidade de os alunos entrarem em contato com escritores, cientistas, médicos, entre tantos outros profissionais, que podem contribuir para a compreensão de um tema que faça parte do seu planejamento.

Que tal fazer as malas e entrar em um avião sem saber onde vai desembarcar? Essa é a proposta desse jogo. Para participar, basta optar por um dia e horário, avisar sobre a disponibilidade e realizar uma chamada. A ferramenta colocará a turma em contato com outros alunos escolhidos aleatoriamente. O objetivo? Adivinhar de onde são os estudantes, fazendo perguntas e trocando experiências. Ah, lembre-se! Essa opção é mais indicada para turmas afinadas no inglês, afinal, como diferentes países participam da plataforma é mais fácil que todos se comuniquem nessa língua.
Agora é só ligar o computador, procurar o recurso mais adequado para o conteúdo previsto no seu planejamento e ultrapassar as barreiras das paredes da sala de aula.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Já pensou no podcast como recurso educacional?

Programas em áudio são uma forma simples de encontrar quem quer aprender a qualquer hora e em qualquer lugar

por Vinícius de Oliveira

  
Simples e barato de ser produzido, o podcast (arquivo de áudio digital) é uma ferramenta pronta para beneficiar a educação. Quem visita o Porvir já deve ter encontrado matérias que falam dos diferentes ritmos de aprendizagem e como o contato com conhecimento se dá cada vez mais longe da escola. É neste ambiente que os podcasts atuam como facilitadores, por poderem ser reproduzidos nos computadores, tablets ou celulares, e em qualquer lugar: em casa, a caminho da escola ou no transporte público.
Em palestra na Campus Party Brasil, evento que aconteceu em São Paulo na semana passada, Kellen Bonassoli, parceira do portal Mundo Podcast, defendeu a produção de podcasts como recursos educacionais abertos para tirar o “conhecimento do pedestal”. Para isso, pretende lançar em breve o projeto baseado em software livre Educasom, que funcionará como agregador e ponto de referência para escolas e professores interessados. “É uma plataforma para educadores ou profissionais com interesse em produzir conteúdo específico para educação possam hospedar seu material e fazer disso um recurso educacional aberto”, explica. A ideia de Kellem, que é formada em letras e pós-graduada em psicopedagogia, é conectar produtores e consumidores em um só lugar e, assim, simplificar a distribuição dos programas, um dos grandes gargalos enfrentados pelos autores.
O Educasom, segundo Kellen, também busca apoiar e dar fôlego aos projetos. “A graça do podcast está no nicho e em entender a pessoa com quem está falando. Existem mais de 800 podcasts no Brasil, mas são todos muito iguais. As pessoas viram uma forma que fez sucesso com o Jovem Nerd [que fala de cultura pop e alcança 100 mil downloads por episódio] e resolveram copiar e não conseguem levar adiante”, explica.
Para aqueles que desejam começar e ainda não sabem bem qual estratégia adotar, Kellen explica que o público do podcast é formado por nichos e está atrás de conhecimento especializado, ao contrário de meios como a TV, que parte para uma abordagem mais generalista. Ao mesmo tempo, não é tão amarrado quanto o rádio. “Para bater um papo com as pessoas, a referência deve ser a linguagem do Facebook, do Twitter e dos blogs. É preciso imaginar uma conversa ao telefone em que são usadas referências que fazem parte do dia a dia de quem vai te ouvir. Isso é o que faz a diferença”, disse.
Os gêneros a serem seguidos também são bastante amplos e partem da (aparentemente) simples audiodescrição, que ajuda estudantes cegos com a contextualização de vídeos. Além desse, a gravação de aulas também é uma alternativa que, para ser bem executada, demanda um trabalho de sistematização por parte do professor. “O único cuidado necessário é com as indicações. No lugar de dizer ‘aqui você está’ vendo isso’ deve-se usar ‘aqui você está vendo um cálculo’”, explica. Outros modelos abrem espaço para textos literários e dramáticos, onde locução, efeitos e som de fundo se encontram para dar vida à narrativa.

Scicast, o podcast de ciência com diversão

Criado por ex-redatores do site de tecnologia Meio Bit, o SciCast é um podcast que trata de temas e curiosidades científicas, fazendo uma intersecção entre educação e entretenimento. Silmar Geremia, um dos fundadores do site que hoje reúne estudantes, engenheiros e biólogos de várias partes do país, explica que podcasts superam uma dificuldade técnica imposta pelo vídeo.
“Se você faz um canal do YouTube com qualquer material, vai ficar sempre parecendo uma coisa amadora e queríamos nos posicionar melhor. Em áudio, isso já é possível com baixo investimento”, diz. O restante, explica, é dedicação e tempo para preparar pautas e seguir uma linha coerente com começo meio e fim para cada episódio.

Como gravar

Para começar a gravar seus programas, o investimento mínimo é muito baixo: basta um telefone celular, um gravador de voz ou um simples microfone ligado ao computador.

Como editar

Para edição de áudio, um dos programas mais usados é o Audacity, software livre, disponível em português, que além de não cobrar nada pelo download, também reúne uma comunidade de usuários ao redor do mundo e traz plug-ins que facilitam a acessibilidade para cegos. Com ele, é possível “casar” a locução com efeitos e música de fundo.

Como hospedar

Para hospedar o arquivo de áudio, é possível usar um site nas plataformas WordPress ou Tumblr. Sua audiência pode receber sua produção por meio de um feed, recurso que alerta sempre que um novo episódio é publicado.

Como ouvir

Ouvir é igualmente simples, basta um computador, um tablet ou um tocador de MP3 de sua preferência.

Referências

- Curso de Podcast com Leo Lopes
www.youtube.com/user/cursodepodcast

- Mundo Podcast
www.mundopodcast.com.br