segunda-feira, 12 de junho de 2017

EJA: empodere os alunos com o uso das tecnologias

Nossa colaboradora conta como montou uma radionovela para alunos de Língua Portuguesa no 1º ano do Ensino Médio. E tudo com programas gratuitos e simples 


Olá, professores,

Ao longo da minha carreira como professora da rede pública de ensino de São Paulo, lecionei para vários ciclos e níveis de aprendizagem. Por isso, meus primeiros alunos foram da EJA (Educação de Jovens e Adultos) no Ensino Médio. Recordo-me que eu era muito tímida e mais nova do que os alunos, mas a recepção, o acolhimento e a coragem recebida por eles fizeram toda a diferença para o meu trabalho em sala de aula.

A simplicidade destes alunos e a vontade de aprender é algo que me emociona até hoje. Na história de cada um estão os motivos que os fizeram desistir dos estudos e a esperança por dias melhores que os fizeram resgatar o interesse pela Educação. Para retribuir tanto carinho e aprendizagem, hoje quero conversar com vocês como as tecnologias podem empoderar esses alunos.

Léa Fagundes, em entrevista à edição 184 de NOVA ESCOLA, afirmou que a inclusão digital “não é só o amplo acesso à tecnologia, mas a apropriação dela na resolução de problemas”. O uso das ferramentas digitais faz todo sentido para a aprendizagem deste público e claro que algumas dificuldades deverão ser superadas ao lidar com as tecnologias, o que pode ser superado com confiança e com trabalho de cooperação e de equipe.

No diagnóstico inicial da turma de Língua Portuguesa no 1º ano do Ensino Médio, percebi que muitos estudantes vinham de outros estados brasileiros e que resgatar a cultura por meio do regionalismo e do sotaque era importante a eles. Neste momento, senti que tinha um grande potencial para desenvolver e aprimorar leitura, escrita, oralidade e interpretação de texto com algo que era significativo a classe.

Realizamos pesquisas na internet para entender por que, em cada região, o nome de algumas palavras que conhecemos sofrem variações linguísticas, como sarjeta e meio fio, mandioca, macaxeira e aipim e outras trazidas pelos alunos devido à diversidade cultural da sala. Desta forma nasceu a radionovela das regiões brasileiras, com histórias do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com o uso das tecnologias.

No começo eles acharam estranho e até se mostraram resistentes a desenvolver a atividade com o auxílio de ferramentas digitais. Após a comanda dada, foi hora de organizar os grupos contemplando região e local de nascimento e nível de facilidade no manuseio das tecnologias para estabelecer confiança e iniciar os trabalhos.

A escrita da radionovela ocorreu em grupos no Google Drive, com o editor de textos de colaboração para que todos pudessem sugerir, contribuir e escrever as histórias. Para gravar a radionovela usamos a plataforma gratuita de editor de aúdio audacity, que pode gravar, reproduzir, importar e exportar sons nos formatos WAV, AIFF, MP3 e OGG. Isso permitiu gravar a história ao explorar a oralidade e leitura e realizar a junção do material, acrescentando barulhos e músicas. Os alunos se revezaram para gravar  e resgatar sotaques e palavras da infância.

O primeiro passo para realizar a atividade foi um planejamento que contemplasse as expectativas dos alunos como cultura, características, problemas ao entorno e necessidades de aprendizagem, sendo fundamental considerar a bagagem da turma e ouvi-los constantemente.

O professor na EJA tem de mediar o conhecimento ao ajudar os jovens a perceber o mundo que o cerca e ampliar o repertório para que consigam soluções para o cotidiano ao transformar o currículo. Assim como o planejamento é diferenciado, as dificuldades e os desafios mudam também, e aqui entra o papel das tecnologias para trazer este mundo real.

Algumas indicações

Acrescento sugestões de outros softwares gratuitos de editores de áudio para realizar esta e outras atividades:


Com esse programa gratuito você pode editar arquivos de áudio, janela com onda sonora e efeitos de zoom, além de gravar novos arquivos a partir de um microfone ou qualquer outro dispositivo de entrada para editá-lo, com recursos de cortar, copiar, deletar silêncio, colar do arquivo e mixar.


Software gratuito e simples com os recursos mais usados e a possibilidade de extrair o áudio de um vídeo.


Pacote gratuito com mais de 40 aplicativos essenciais para converter e editar arquivos de áudio e vídeo. Com ele, você pode realizar muitas atividades, desde baixar vídeos do YouTube até converter imagens para 3D. Dessa forma, você tem tudo o que precisa em uma única solução e não tem necessidade de executar vários aplicativos.


Editor gratuito de áudio com o qual você pode editar, processar e gravar sons, salvando-os nos formatos MP3 e WAV. Pode ser usado em diferentes versões do Windows (98, XP, Vista, 7,8 e 10), não requer instalação e não altera nenhum tipo de informação do registro do Windows. Portanto, você pode salvá-lo em pen drive e usar onde e quando quiser.

No final do trabalho era possível ver o empoderamento dos alunos com o resultado. Para encerrar criamos o dia da família, um convite para que os parentes estivessem presentes na aula para ouvir a radionovela e degustar algumas delicias de cada região realizada pelos alunos ao explorar o gênero receita.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/5000/eja-empodere-os-alunos-com-o-uso-das-tecnologias

 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Vídeos gratuitos para usar em sala de aula

Projeto Curta na Escola reúne mais de 500 filmes de todas as disciplinas e etapas de ensino

Cena do filme “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, o vídeo mais visto no site














Materiais audiovisuais podem ser bons instrumentos para introduzir conteúdos e despertar o interesse dos alunos. Você costuma usar vídeos em sala de aula? Seja a resposta sim ou não, a dica de hoje é para você: um repositório com 560 curtas brasileiros que podem ser usados gratuitamente!

O projeto Curta na Escola foi desenvolvido para os educadores e tem como objetivo incentivar o uso desse tipo de produção nas escolas. No site, você pode fazer uma busca avançada, escolhendo disciplina, etapa de ensino, faixa etária e os temas transversais que gostaria de abordar.
É possível também se cadastrar no site para compartilhar sua experiência e criar uma lista com seus curtas favoritos. E mais: há diversos relatos e planos de aula de educadores que utilizaram os vídeos em suas aulas.

Confira quais são os 3 curtas mais vistos:

1. Ilha das Flores, de Jorge Furtado. 1989, 13 min.

Sinopse oficial: Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. O curta acompanha a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, a fim de escancarar o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Assista aqui!

2. A Invenção da Infância, de Liliana Sulzbach. 2000, 26 min.

Sinopse oficial: Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.
Assista aqui!

3. Maré Capoeira, de Paola Barreto. 2005, 14 min

Sinopse oficial: Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai e dar continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.
Assista aqui!

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4628/videos-gratuitos-para-usar-em-sala-de-aula?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link


terça-feira, 16 de maio de 2017

6 ferramentas para turbinar o ensino de Língua Estrangeira


Aprender e ensinar uma segunda língua não é uma tarefa fácil. Em muitas escolas, além do tempo destinado para as disciplinas de Inglês e Espanhol ser reduzido, o grande número de alunos por sala dificulta a atenção personalizada que a prática merece.
Mas é possível dar um upgrade nas aulas! Como? Sugerindo atividades diferentes, em suportes digitais, aos alunos. Elas podem tanto complementar o conteúdo trabalhado em sala quanto servirem como atividades extras para os estudantes que querem avançar em relação ao que está sendo trabalhado com a turma.
Abaixo, selecionamos seis plataformas que podem passar a fazer parte do seu planejamento.


O aplicativo funciona como um jogo: a cada fase que o usuário cumpre, ele ganha pontos para passar para a próxima. No começo, ele é apresentado a palavras, depois passa a traduzir frases e assim por diante. Além da tradução, os exercícios também trabalham a fala, a escuta e a escrita. Também é possível definir metas a serem alcançadas. A plataforma é gratuita e está disponível para computadores e celulares com os sistemas Android e iOs.
Idiomas oferecidos: inglês, espanhol, francês e alemão
Para conhecer mais, assista ao vídeo.


O site da Universidade de Cambridge oferece diversos recursos para adultos e crianças que desejam aprender inglês: são exercícios online, jogos, materiais em PDF, preparação para provas e até mesmo dicas para os pais ajudarem os filhos nas tarefas. Também há uma área do site destinada a professores de inglês. Tudo gratuito.
Idioma oferecido: inglês


O site é voltado para quem deseja ampliar o vocabulário de alguma língua sobre a qual já tenha algum conhecimento. Por meio de um cadastro simples (que pode ser realizado pelo Facebook), o usuário tem acesso a vídeos, áudios, imagens, exercícios e jogos. É possível criar um grupo para estudar com amigos. Para quem está disposto a pagar por mais conteúdos, existe uma versão com mais recursos disponível por 9 dólares mensais.
Idiomas oferecidos: inglês, alemão, japonês, italiano, francês, espanhol, latim, coreano e russo.


A ferramenta é focada no estudo de vocabulário, permitindo que cada usuário crie cartões que ajudam na memorização. O cartão tem dois lados, permitindo, por exemplo, que de um se coloque a foto de um objeto e de outro o nome ou uma explicação, em texto ou áudio, sobre ele. Depois de elaborados, os cartões podem receber nomes e hashtags, que facilitam o agrupamento por tema, aula ou unidade de ensino. O aplicativo está disponível para Android e iOs, mas também e possível cadastrar um endereço de e-mail por meio do qual os cartões podem ser acessados.
Para conhecer mais, assista ao vídeo.


Uma das formas de estudar uma segunda língua de uma forma interessante é por meio da leitura. Nesse site, dá para acessar gratuitamente diversos livros em inglês.
Idioma disponível: inglês


A ferramenta oferece testes e atividades de vocabulário, gramática e elementos do idioma para diversos níveis. A primeira tarefa é gratuita para que o usuário possa testar a plataforma, mas as outras são pagas. A mensalidade pode variar de 12 a 23,95 reais, dependendo do pacote escolhido.
Idiomas oferecidos: inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, russo, turco, holandês, dinamarquês, sueco, norueguês, polonês, indonésio e português
Para conhecer mais, assista ao vídeo.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3366/blog-tecnologia-aplicativos-ferramentas-digitais-ensino-lingua-estrangeira?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=site&utm_content=link

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Vídeo em aula: engajamento é maior quando alunos produzem os seus

Imagem: Shutterstock
Passar filmes na classe para apresentar conteúdos em formato dinâmico ou mostrar histórias que criem empatia já é uma prática popular para fugir do formato tradicional de aula, em que o professor ou a professora fala e estudantes ouvem. Mesmo assim, ainda é uma atividade que mantém quem aprende no papel passivo de receptor de informação e conhecimento. Por isso, educadores que buscam desenvolver o potencial inventivo de seus alunos estão dando um passo a mais e incentivando que eles criem seus próprios vídeos.

A educomunicação ou produção de mídia, abordagens que fortalecem a comunicação em espaços educativos e colocam alunos no papel de criadores de peças de mídia, não são nenhuma novidade no campo da Educação. Mas, a popularização de recursos tecnológicos como aparelhos celulares, máquinas fotográficas e editores de imagens simplifica a sua aplicação. Além disso, os próprios alunos já estão familiarizados com algum tipo de experimentação audiovisual. Quem nunca gravou um pequeno vídeo com o aparelho celular? Nesse contexto, transformar tal prática, tão natural entre crianças e adolescentes, em uma atividade de sala de aula é uma oportunidade de proporcionar uma experiência na qual alunos se divertem e, ao mesmo tempo, constroem seu aprendizado.

Para que isso aconteça, não basta liberar o uso do celular para que eles façam videoselfies. Cabe aos educadores orientar produções com objetivos de aprendizagem claros, que podem envolver conhecimentos interdisciplinares e outras competências, como trabalho em equipe, resolução de problemas e criatividade. Além disso, é preciso estabelecer desafios e temas aos estudantes, propor etapas de trabalho (pesquisa, elaboração de roteiro, pré-produção, gravação e edição), combinar processos, dividir tarefas e cobrar prazos para que os projetos se concretizem. Ao final do processo, avaliar as produções e todo o trabalho desenvolvido ainda traz novos aprendizados para todos.
Para inspirar professores a darem espaço para a criação de vídeos em suas aulas, conto abaixo três casos que já apareceram no portal Porvir de escolas que realizaram projetos de produção audiovisual:

Produção de vídeo para trabalhar gentileza
 
Para trabalhar gentileza, a professora Cristina Gottardi Van Opstal Nascimento, do 5º ano do Ensino Fundamental em uma escola em Santos (SP), instaurou um processo colaborativo para os alunos produzirem vídeos sobre atos gentis na escola. Antes de pedir que eles gravassem, ela exibiu filmes para que as crianças ampliassem seu repertório sobre o tema e sobre gêneros audiovisuais. Depois, pediu para eles pensarem em atos gentis que poderiam acontecer dentro do ambiente da escola e desenharem essas cenas, que foram a base para o roteiro de suas produções. Por escolha dos alunos, que então foram divididos em grupos, eles mesmos foram atores dos filmes e deram vida aos seus desenhos. A professora apenas mediou a decisão de quem seriam os atores e de quem iria filmar. Por último, a edição também foi feita em grupo, com sua orientação. Segundo ela, durante todo o projeto, os alunos ficaram muito focados no que deveriam fazer e começaram a pensar sobre o impacto de suas atitudes em relação a colegas, professores e funcionários.


Produção colaborativa entre duas escolas
 
O projeto “Educom.geração.cidadã.2016" promoveu encontros de estudantes do Ensino Fundamental 2 do CEU Casa Blanca (público) e do Colégio Dante Alighieri (privado), em São Paulo. Ao final de um semestre, eles produziram um vídeo para convidar outras escolas a derrubar barreiras e a conhecer realidades diferentes, como eles fizeram. Nas reuniões prévias, os alunos tiveram a chance de se apresentar aos colegas do outro colégio, mostrar trabalhos que já tinham produzido, assistir a filmes como o da Organização das Nações Unidas (ONU) “Nós, os Povos” e discutir temas como política, desigualdade social, saneamento básico e Educação. A partir desse trabalho, elaboraram em conjunto o roteiro e dividiram as tarefas de gravação, cada escola ficando responsável por parte da captação das imagens. Somente o trabalho de edição foi realizado por professores e pesquisadores. Quando ficou pronto, o vídeo foi apresentado em um evento em um dos colégios, no qual os alunos realizaram uma autoavaliação e uma avaliação do grupo de acordo com critérios definidos no início do trabalho. Segundo professores envolvidos no projeto, os alunos aprenderam habilidades de comunicação, como participar de reuniões para conversar, discutir questões, saber escutar, intervir, tirar conclusões e fazer encaminhamentos. Eles também desenvolveram habilidades de pesquisa na internet, já que precisavam buscar informações para escrever o roteiro e se preparar para entrevistas. Além disso, o contato de estudantes de escolas com realidades diferentes os ajudou a desenvolver empatia.


Pesquisa e produção em grupo no Ensino Médio

Na disciplina de Tecnologias Aplicadas aos Negócios de um curso técnico concomitante ao médio, em Belo Horizonte, o professor José de Pádua Ribeiro desafia, há cinco anos, os alunos do 2º ano a investigar as novas tecnologias existentes no mercado, estabelecer uma relação entre tecnologia e empreendedorismo e criar um vídeo informativo em português, inglês e espanhol. Cada turma é dividida em quatro grupos com uma média de seis alunos por grupo. Os alunos devem escolher uma tecnologia inovadora, criar o tema e produzir um roteiro que aborde questões tecnológicas e empreendedoras, organizar a produção (onde serão as locações, que equipamentos serão usados, quem será entrevistado etc), captar as imagens e editar o vídeo. O roteiro é avaliado nas disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola pelos respectivos professores e os vídeos, que devem ter duração entre 5 e 6 minutos, são apresentados no auditório aos alunos do 2º ano e avaliados por uma banca que observa postura e comprometimento do grupo durante a exibição dos vídeos, abordagem da relação entre tecnologia e empreendedorismo, apresentação visual do vídeo e desenvoltura na locução e apresentação pessoal no vídeo. Segundo o professor que aplica esse projeto, a atividade desenvolve no jovem um maior envolvimento e engajamento no contexto tecnológico, conhecimentos técnicos da área da gestão e de recursos midiáticos. 

Materiais básicos para gravar vídeos:
 
- Câmera ou celular
- Microfone (se não tiver, escolha lugares bem silenciosos para fazer a gravação)


Outros materiais desejáveis:
 
- Tripé
- Lâmpadas e refletores


Programas gratuitos para edição:
 
- Windows Live Movie Maker
- Video Toolbox
- VirtualDub
- Stupeflix
- VideoSpin
- Lightworks


Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4927/blog-de-tecnologia-video-em-aula-engajamento-e-maior-quando-alunos-produzem-os-seus

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Oficina Games na Educação no NTE da UFSM

A Equipe de Capacitação do NTE informa que estão abertas as inscrições para a primeira turma da oficina Games na Educação. As inscrições vão até o dia 3 de maio e podem ser feitas pela página do NTE, na guia "Capacitações" ("notícias") ou no link 'Cursos de Capacitação de 2017'.

Dúvidas podem ser sanadas e esclarecimentos obtidos pelo e-mail equipecapacitacao@nte.ufsm.br ou pelo telefone 3220-9512.
O público-alvo do curso de capacitação são professores da UFSM; profissionais do sistema UAB/UFSM (tutores e professores pesquisadores); servidores técnico-administrativos da UFSM; professores da rede básica de ensino e alunos de pós-graduação da UFSM.


Fonte: http://site.ufsm.br/noticias/exibir/nte-abre-inscricoes-para-primeira-turma-de-oficina

terça-feira, 11 de abril de 2017

4 livros para compreender o uso da tecnologia na sua aula

No final da década de 1990, quando comecei a estudar sobre tecnologia na Educação, eu e outros colegas da época buscávamos livros e manuais que nos ajudassem a decifrar os computadores, os sistemas operacionais e os programas. Hoje, as preocupações são outras e nossa luta diária é compreender o papel da tecnologia dentro da escola e sua influência nas novas gerações.
Busquei na minha biblioteca quatro livros que podem auxiliar os educadores neste exercido de entender como os recursos tecnológicos vêm ganhando espaço nas relações de ensinar e aprender.




Imagine um espaço do saber, onde a informação é acessível e o conhecimento é democraticamente compartilhado, a qualquer momento. Em 2017, podemos imaginar esse espaço com a internet, disponível em computadores, celulares e acessível 24 horas por dia. Mas, em 1994, quando Levy escreveu esse livro, ainda não havia acontecido a popularização do acesso a internet no Brasil e não existiam as redes sociais. Entretanto, o autor já problematizava as questões éticas e morais no que ele nomeou de ciberespaço. Uma reflexão necessária atualmente na construção das relações interpessoais nos espaços virtual e concreto.




Professor da Universidade de São Paulo, Gilson Schwartz leva o videogame para a sala de aula. Suas reflexões nos ajudam a refletir sobre as relações entre pensar, fazer e brincar na sociedade do conhecimento. Dividido em três partes, o livro colabora com a compreensão dos aspectos da gamificação na Educação. Meninos e meninas ficam horas jogando, constroem cidades, enfrentam batalhas e se transformam em personagens. O que pensam e aprendem nessas horas de jogo?




Essa coletânea escrita por educadores de universidades de São Paulo e Minas Gerais aborda a questão de como podemos utilizar as novas tecnologias para promover a inclusão social. Em 16 artigos, os autores dialogam sobre os aspectos da vulnerabilidade social e quais são as dimensões da tecnologia como direito social. A inclusão dos vulneráveis é abordada em diferentes categorias,  desde o acesso ao uso e compreensão do potencial da tecnologia até as possibilidades de proporcionar a autonomia das pessoas com deficiência física.

INCLUSÃO DIGITAL, EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS, de Adriano Canabarro Teixeira e Karina Marcon (Ed. Universidade de Passo Fundo, 2009. 278 P. eBook , disponível aqui.



Essa obra foi escrita coletivamente por educadores e educadoras da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Eles são participantes do Projeto Mutirão pela Inclusão Digital, que é parte do programa de extensão universitária da UFPF. No livro, os registros das atividades de extensão universitária buscam relatar as experiências de inclusão digital através de serviços prestados à comunidade. Esses serviços, produtos de pesquisa científica, envolveram formação de educadores e educadoras de escola públicas da região, desenvolvimento de softwares livres e desenvolvimento de objetos de aprendizagem.  Apresentados em forma de artigo, os relatos refletem cinco anos de busca de aproximação entre academia e a Educação Básica através da tecnologia.

Esses 4 livros vão abranger uma boa parte, mas não a totalidade, das discussões sobre tecnologia na Educação. São um bom pontapé inicial para compreendê-la como um elemento presente na nossa cultura desde sempre e não como algo que surge no século 21.
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4874/blog-tecnologia-4-livros-para-compreender-o-uso-da-tecnologia-na-sua-aula

terça-feira, 4 de abril de 2017

Keepvid faz download de vídeos do YouTube e outros sites facilmente


Por Daniel Ribeiro

KeepVid é uma ferramenta online que permite baixar vídeo do YouTube. O serviço funciona através de uma página, na qual é possível realizar buscas e fazer downloads também do Vimeo, Google Vídeo, DailyMotion, etc.
Há opções para realizar o download em diferentes tipos de resolução e formatos de arquivos. Além da praticidade para baixar vídeos, este site ainda conta com um atalho que torna ainda mais fácil e rápido o processo de download.

Como funciona

O serviço funciona como uma espécie de aplicativo online e permite que os usuários façam o download de vídeos em diversos canais de compartilhamento da internet. Existem opções de resolução e cópias em arquivos no formato 3GP, FLV, MP4, WEBM e MP3. Ele funciona utilizando a linguagem Java.

É necessário escrever o nome do vídeo que deseja buscar ou copiar e colar a URL com o endereço do vídeo na lacuna, localizada na parte superior da interface. Feito isso, o site mostra os links com os resultados do vídeo procurado, ou miniaturas que informam o endereço e o nome do vídeo que buscou.

O usuário pode escolher e clicar diretamente sobre uma das opções de tamanho da resolução e tipo de arquivo, mostradas logo abaixo das informações do vídeo encontrado. Depois, basta selecionar o que deseja e pressionar o botão “Download”. Descubra como baixar vídeos do YouTube sem instalar programas.

A ferramenta também oferece um atalho que torna ainda mais prático o download. Para que ele fique disponível é preciso arrastar uma pequena aba chamada “KEEPVID Bookmarklet”, localizada na parte superior do site, para a sua barra de ferramentas.

Um pequeno botão chamado “Keep it!” aparece em sua barra de favoritos. Quando o usuário estiver assistindo um vídeo e desejar baixá-lo, basta apertar esta nova opção para que uma janela, com a página do serviço online já com as opções de download disponíveis, seja exibida. Acesse Keepvid e faça e download de vídeos da web!

Nossa opinião
Este é o tipo de aplicativo que não deixa o usuário na mão quando precisa. É simples, rápido e ainda dá uma ajuda na hora de baixar no formato correto do conteúdo que está na internet. Sem necessidade de nenhum conversor, o KeepVid é capaz de baixar vídeos do YouTube, Vimeo, Dailymotion e uma outra série de sites de compartilhamento.

Todo o processo de download é muito simples. Basta copiar e colar o link do vídeo na única área disponível para escrita. É possível escrever o endereço, no entanto, copiar é mais simples. Após o “OK”, uma lista de opções aparece, em diversos formatos e tamanhos de arquivo, com suas resoluções listadas.

O usuário pode baixar o arquivo em um formato que apenas roda no player da Adobe, ou então já convertido para MP4, formato que é exibido em qualquer computador ou até nos aparelhos de TV que contam com função de reproduzir vídeos. Todo o processo é instantâneo: clicou, baixou. Simples, sem nenhum obstáculo ou então passo mais complicado para o usuário.

Além do vídeo, é possível baixar um arquivo MP3 do áudio convertido. Tudo é feito nos servidores do KeepVid e entregue como um arquivo de música padrão. A qualidade não é a melhor de todas, mas é o único programa capaz de baixar uma música do YouTube, por exemplo. Por isso, vale a pena testar!

Prós
  • Longa lista de sites suportados
  • Baixa vídeos em diversos formatos
  • Permite a escolha da resolução do vídeo
  • Pode baixar um arquivo MP3 com a trilha do vídeo
Contras
  • Depende de JAVA para funcionar
  • Não conta com um player integrado
  • Poderia exibir todas as resoluções do YouTube   
Fonte: http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/keepvid.html

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Formação Google Drive na 8ª CRE

No dia 29 de março aconteceu a Formação Google Drive, no laboratório do NTE, para os professores da 8ª Coordenadoria Regional de Educação. Foram ofertadas cinco turmas em diferentes horários, visando à participação da maioria dos professores da instituição. Participaram da formação quarenta e seis professores, que já estão com seus respectivos e-mails “Educar” ativos e aptos a utilizar o Google Drive para armazenamento de seus documentos.


terça-feira, 21 de março de 2017

Seus alunos podem aprender - e se divertir - conversando pelo Skype

Imagem: Shutterstock

Falar pelo Skype ou outra ferramenta que permite a comunicação por voz e vídeo pela internet já se tornou uma prática comum para matar a saudade de alguém que está longe, fazer uma reunião a distância ou só jogar conversa fora sem pagar pela ligação. Poucos professores, no entanto, usam o canal para conectar suas salas de aulas com outros lugares do mundo.
Para incentivar o uso do Skype em escolas, a Microsoft oferece o “Skype na Sala de Aula”, uma comunidade online com funcionalidades que facilitam o seu uso pedagógico e conectam professores dispostos a inovar usando a ferramenta. Mas várias das sugestões propostas na comunidade e outras possibilidades também podem ser realizadas por uma conta comum do Skype ou em mesmo por outros aplicativos, como o Google Hangouts e o WhatsApp.

Apresento aqui algumas sugestões de atividades que já foram testadas por professores:



Intercâmbio de experiências regionais


Conectar alunos de diferentes cidades, regiões e até países é uma experiência rica para engajar alunos em conteúdos ao mesmo tempo em que desenvolve outras competências como empatia, curiosidade, comunicação e habilidade para trabalhar em grupo. Uma atividade realizada por uma escola do Colégio Municipal de Indaial (SC) e de alunos do Instituto Maria Auxiliadora, em Porto Alegre (RS), é um exemplo disso. Professores de ambas as instituições se comunicaram por um grupo fechado no Facebook e trocaram os trabalhos produzidos pelos seus alunos sobre animais em extinção em seus municípios. Os alunos foram incentivados a pesquisar espécies e realizar atividades sobre o tema de forma interdisciplinar - em Matemática, eles estudam o tempo de gestação de cada espécie, medidas e peso; para as disciplinas de História e Geografia, pesquisam os biomas do Brasil e sua localização no mapa; em Biologia, identificam  fontes confiáveis sobre as espécies.
Depois da preparação, aconteceram as videoconferências entre duas turmas, que ficaram organizadas em cadeiras na frente de um monitor conectado ao Skype. Cada aluno teve a chance de mostrar seu trabalho em frente à câmera e falar sobre a espécie que pesquisou. Depois, eles tiraram dúvidas e debateram entre eles sobre os animais. Segundo a professora Rúbia Waldirene Speck Loes, as crianças ficaram eufóricas com a atividade e tiveram acesso a informações sobre animais que provavelmente não teriam se tivessem apenas pesquisado individualmente. Além disso, se divertiram conhecendo alunos de outro Estado, com sotaque e realidades diferentes.
Esse projeto é apenas uma possibilidade que a interação entre escolas diferentes pode proporcionar. No Skype na Sala de Aula, também existe um jogo chamado Mistery Skype, no qual uma sala deve adivinhar, através de 20 perguntas, onde a outra está localizada. É uma estratégia válida tanto para a prática de outros idiomas, quanto para testar conhecimentos de Geografia, História e aprender um pouco mais sobre a cultura de determinado local.


Conversa com especialista
 
Nem sempre é possível trazer para a escola ou levar alunos para conversar e entrevistar especialistas que compartilhem conhecimentos e diferentes pontos de vista sobre um tema, mas através do Skype é mais fácil colocar estudantes em contato com pessoas que eles não acessam normalmente. Esse tipo de atividade vale para especialistas que falem sobre um assunto que os alunos estão aprendendo ou pesquisando, profissionais que deem depoimentos sobre seu trabalho e ajudem jovens a decidir o futuro profissional, até tutores que possam aconselhar estudantes em relação a projetos que estão desenvolvendo.

A professora Meghan Hunt, da escola Stipes Elementary, em Irving, no Texas, por exemplo, usou a ferramenta para oferecer uma aula virtual com um especialista em solos para seus alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Durante a sessão, o profissional mostrou tipos de solo e as crianças puderam fazer perguntas. Depois, a educadora discutiu e aprofundou o aprendizado da turma sobre o tema.


Aprendizado de línguas estrangeiras

Ferramentas de comunicação por voz e vídeo também são úteis para apoiar o aprendizado de uma língua estrangeira. Atualmente, já existem cursos que oferecem professores particulares para aulas online, mas também é possível levar a experiência para escolas. Uma atividade interessante é colocar alunos em contato com falantes nativos para conversas virtuais, o que ajuda a desenvolver a habilidade oral. É o que acontece no  GEC Poliglota Anísio Teixeira, no Rio de Janeiro, que tem como foco o ensino de línguas, como Inglês, Espanhol e até Árabe.

O CNA, uma escola com cursos particulares de inglês e espanhol, oferece o serviço Speaking Exchange, que coloca em contato estudantes brasileiros com idosos americanos que buscam alguém para trocar ideias. Professores que desejem proporcionar conversas na sala de aula, mas têm dificuldade em encontrar falantes nativos dispostos a participar, podem usar a ferramenta. Para isso, basta se cadastrar no site do projeto.


Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4831/blog-tecnologia-seus-alunos-podem-aprender-e-se-divertir-conversando-pelo-skype?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 14 de março de 2017

Como e por que usar tecnologia na escola


Em 2010, quando eu era diretora de uma escola de Ensino Fundamental, a mãe de uma aluna me procurou na saída da aula. Ela dizia que queria falar com a professora de sua filha, que solicitou sua presença para buscar o celular da menina, apreendido por ter sido usado durante a aula. Eu disse à mãe que, naquele horário, só estavam presentes os professores dos alunos do 1o ao 5o ano e que, para falar com os professores dos mais velhos, do 6o ao 9o, ela teria que vir no turno da tarde. Qual não foi a minha surpresa quando a mãe me informou que sua filha era da sala do 1o ano e estudava de manhã. Ou seja, era uma menina de 6 anos.
A pergunta que fiz para a mulher saiu naturalmente: “Por que sua menina precisa de um celular aos 6 anos?”.  E, até hoje me surpreendo com a resposta: “Para falar com o pai dela e não sentir falta. Nós somos separados e ele deu o celular para ela conversar com ele”.
A substituição das vivências físicas pelas possibilitadas pelas virtuais (através do uso de smartfones e computadores) parece ser um caminho incentivado pelo mercado de consumo e pelas grandes empresas que vendem tecnologia. Mas será que, na infância, já compreendemos e diferenciamos o virtual e o físico? E qual o papel da escola nessa relação?
Já há muitas gerações, convivemos com equipamentos diferentes ao longo da vida. Desde o rádio, a televisão, o telefone, o celular e a internet, tivemos, cada um, vivências diferentes na descoberta do mundo com a presença dessas tecnologias ao nosso redor. Ou seja, nós aprendemos a nos relacionar com a tecnologia ao mesmo tempo em que aprendemos a nos relacionar com o mundo. Exploramos, testamos e criamos rotinas com esses aparelhos. E é a construção dessas rotinas que nós, adultos, devemos mediar para que crianças e adolescentes tenham um uso saudável, eficaz e com propósito da tecnologia.
Neste ponto, a escola tem um espaço privilegiado, pois conta com a presença física, o toque, o afeto e também forte influência sobre os alunos. Por isso, devemos ter cuidado para que nossa prática como docentes não beire os extremismos: nem a substituição de relações presenciais pelas relações virtuais, nem a eliminação da exploração da tecnologia e do virtual.
A tecnologia está à serviço do conhecimento acadêmico, social e afetivo e deve pautar  de forma equilibrada o planejamento da escola. Abaixo, cito o exemplo do uso moderado da tecnologia em um trabalho escolar: 

Quando, como e por que usar tecnologia virtual


  •     Para ampliar e comparar as informações antes ou depois da vivência física
Utilizar o Google Earth, o EraVirtual  (site de visitas virtuais à patrimônios culturais)  ou o site de um museu é uma forma de ampliar o repertório, mas não substitui uma ida ao museu ou um estudo do meio. O virtual possibilita uma visita anterior ao espaço, auxiliando a construção do plano de visita. Esses sites podem ser acessados tanto do celular quanto do computador.

  •     Para registrar a experiência
Fotografar e filmar é um dos usos mais práticos dos smartfones. Centralizar o armazenamento das fotos, para que vários olhares sobre a mesma experiência seja compartilhado e posteriormente discutido em grupo, é uma forma de verificar as várias percepções e pontos de vistas sobre os mesmos lugares. Álbuns virtuais compartilhados podem ser criados gratuitamente no Picasa, Flickr, Photobucket, Smugmug e Yogile.

  •     Para produção
Posteriormente à visita, ferramentas virtuais podem ser utilizadas para a construção de um material ilustrado, um jogo, um aplicativo ou outro produto coletivo como forma de registro da experiência. Veja um exemplo aqui.

Mas o mais importante é construir com as crianças e os adolescente o equilíbrio do uso. Ter tempo para o virtual e tempo para o presencial é essencial. A dependência do uso se dá quando não percebemos quando existe ou não necessidade de usar a tecnologia.



Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4785/blog-tecnologia-como-e-por-que-usar-tecnologia-na-escola