terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Gráficos e tabelas para organizar informações

Saiba por que e como ensinar os alunos a ler e interpretar os dados apresentados em gráficos e tabelas

por: Fernanda Salla 

 

Imagine o seguinte: na sala dos professores da escola, há um cartaz com a frase "Em 2007, eram 734 estudantes matriculados; em 2008, 753; em 2009, 777; em 2010, 794; e, em 2011, 819".

Se você acha que esses números não contribuem para mostrar com clareza o histórico da instituição nem para destacar o percurso crescente de matrículas, tem toda razão. Há uma maneira mais clara e eficiente de apresentar esses dados: um gráfico. Observe:

Evolução do número de alunos da escola

 

 

 









Esse exemplo revela claramente que para cada informação que se quer comunicar há uma linguagem mais adequada- aí se incluem textos, gráficos e tabelas. "Eles são usados para facilitar a leitura do conteúdo, já que apresentam as informações de maneira mais visual", explica Cleusa Capelossi Reis, formadora de Matemática da Secretaria Municipal de Educação de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Logo no início do Ensino Fundamental, as crianças precisam aprender a ler e interpretar esses tipos de recurso com o qual elas se deparam no dia a dia. Além disso, esse é um conteúdo importante da Matemática que vai acompanhá-las durante toda a escolaridade no estudo de diversas disciplinas.

Um gráfico mais adequado para cada tipo de informação

 

Barras

Usado para comparar dados quantitativos e formado por barras de mesma largura e comprimento variável, pois dependem do montante que representam. A barra mais longa indica a maior quantidade e, com base nela, é possível analisar como certo dado está em relação aos demais.


Os prédios mais altos do mundo


 As espécies animais ameaçadas de extinção na mata Atlântica




Setor


Útil para agrupar ou organizar quantitativamente dados considerando um total. A circunferência representa o todo e é dividida de acordo os números relacionados ao tema abordado.

Evolução do desmatamento na região da Amazônia

 



Linhas


Apresenta a evolução de um dado. Eixos na vertical e na horizontal indicam as informações a que se refere e a linha traçada entre eles, ascendente, descendente constante ou com vários altos e baixos mostra o percurso de um fenômeno específico.

Regularidades ajudam a compreender os fenômenos


Existem vários tipos de gráficos (como os de barras, de setor e de linha) e tabelas (simples e de dupla entrada). O uso de cada um deles depende da natureza das informações. É importante que os alunos sejam apresentados a todos eles e estimulados a interpretá-los. "Aqui tem mais quantidade porque esta torre (barra) é maior que a outra" e "a pizza está dividida em três partes. Então são três coisas representadas" são falas comuns e que revelam o quanto a turma já sabe a respeito.

Na EMEB Donald Savazoni, na capital paulista, Cláudia de Oliveira pediu que os estudantes do 3º ano pesquisassem gráficos e tabelas em diversos portadores de texto, como os jornais, e analisou o material com eles. Além dos diferentes visuais, ela trabalhou elementos imprescindíveis, como o título (que indica o que está sendo representado), a fonte (que revela a origem das informações) e, no caso dos gráficos, especificamente, a legenda (que decodifica as cores, por exemplo). De que assunto trata o gráfico? Quantos dados são apresentados? Como eles aparecem? Esses são questionamentos pertinentes para fazer aos alunos. Essas intervenções, apoiadas em exemplos, são uma forma de encaminhar a turma a notar que há certas regularidades que permitem a interpretação independentemente do conteúdo. Por exemplo: num gráfico de barras verticais, é a altura que mostra a variação de quantidade e não a largura das barras. No caso dos eixos, presentes no gráfico de barras e no de linhas, os intervalos entre as marcações são sempre do mesmo tamanho. Isso serve para garantir a proporcionalidade das informações apresentadas.

Quanto às tabelas, há diversas formas de usá-las para organizar as informações. Elas podem aparecer em ordem crescente ou decrescente, no caso de números, ou em ordem alfabética, quando são compostas de nomes, por exemplo.

Ao selecionar o material para trabalhar em sala, lembre-se de atentar para a complexidade de cada um. "Quanto mais informações reunirem, mais complicados são. Para essa faixa etária, melhor usar material com poucos dados, dando preferência aos números absolutos", explica Leika Watabe, assessora técnica educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Escolher temas e assuntos que fazem parte do universo da garotada também é importante. Para as crianças do 3º ano, Cláudia organizou um estudo do tempo de vida de uma série de animais e organizou os dados em uma tabela e um gráfico de barras. Na tabela, elas tinham de identificar o assunto tratado e verificar as informações sobre os bichos, relacionando os dados. Depois, compararam no gráfico as diferenças entre a expectativa de vida de cada um deles. Por fim, a educadora propôs alguns problemas para que todos calculassem a diferença de idade entre dois animais. Os alunos confrontaram os resultados com o gráfico e concluíram que os valores eram proporcionais ao intervalo entre as barras que representavam os bichos.

Importante: gráficos e tabelas podem ser explorados com muitos conteúdos, de diversas disciplinas - desde que o material não seja simplesmente exposto em um cartaz na sala. Trabalhar a interpretação é fundamental. Somente com essa estratégia em jogo, o grupo vai criar familiaridade com esse tipo de representação, se apropriar dele com segurança e seguir em frente, construindo seus próprios gráficos e tabelas.



Simples
 
Usada para apresentar a relação entre uma informação e outra (como produto e preço). É formada por duas colunas e deve ser lida horizontalmente.





De dupla entrada

Útil para mostrar dois ou mais tipos de dado (como altura e peso) sobre um item (nome). Deve ser lida na vertical e na horizontal simultaneamente para que as linhas e as colunas sejam relacionadas.

De dupla entrada

 
 Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/163/graficos-tabelas-organizar-informacoes?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Torne suas aulas mais interativas com QR Codes


Olá, hoje estreamos a colaboração do Porvir com o Blog de Tecnologia de NOVA ESCOLA. Todos os meses, vamos trazer para cá ideias que coletamos em escolas do Brasil todo. Começamos por uma ferramenta que provavelmente está no telefone aí dos seus alunos.

Escanear um QR Code com seu celular serve para mais coisas do que participar de promoção, comprar pizza com desconto ou ler mais informações sobre uma obra no museu. O quadradinho que parece um código de barras pode armazenar vários tipos de informações, inclusive algumas úteis para atividades em aula.

O QR code (sigla em inglês para Quick Response, ou seja, resposta rápida) é um código de barras 2D (os antigos trabalham apenas a dimensão horizontal) e pode ser lido facilmente pelas pessoas usando um celular com câmera fotográfica. Basta escanear o código com um aplicativo apropriado, que o converte imediatamente em texto, localização, números de telefone e links para sites, vídeos, imagens e outros.

Para utilizar esses código de modo a tornar as aulas interativas e divertidas, é necessário baixar no celular do professor e no dos alunos aplicativos de leitura de QR Codes criados em sites específicos. Existem opções gratuitas disponíveis para ambas as ferramentas (veja sugestões ao final do texto).

Criar um QR Code não exige conhecimentos de programação ou design. Com um aplicativo em seu celular, escolha que tipo de informação o QR Code vai armazenar (link de internet, texto, número de telefone, post no Facebook, arquivo PDF), indicar o conteúdo num campo específico e gerar o código. Depois, é possível salvar o código como imagem e usar da maneira mais adequada para cada situação. Algumas funcionalidades, como usar cor no código ou ter acesso a estatísticas sobre seu uso, são cobradas.

Apresento aqui três sugestões de atividades com QR Code já realizadas por educadores que relataram suas práticas na seção Diário de Inovações do Porvir. Confira:


Caça ao QR Code

A experiência das professoras Andréia Vitorino Marcos e Irlane Veloso, de Picos (PI), foi usada em aula de Língua Portuguesa, mas a essência dela, a adaptação da caça a um tesouro por meio de informações em QR Codes, pode ser aplicada em outras disciplinas e contextos.

Como fazer: Para uma aula de análise de poemas, comece selecionando um texto para ser trabalhado com os alunos. Depois, crie códigos para cada estrofe do texto e os espalhe em cartazes em diferentes lugares da escola. Em cada QR Code, insira também dicas para encontrar outras estrofes. A missão dos alunos, divididos em grupos, é procurar os códigos e completar todo o poema. Enquanto decodificam os trechos, os grupos devem se reunir para ler e encontrar a próxima pista. Além disso, devem responder algumas perguntas sobre a estrofe lida. Quando conseguirem completar o poema, peça que analisem a estrutura do gênero textual.

Inclusão de deficiente visual


Raquel Gonzaga, de São Paulo, usou QR Code para incluir um deficiente visual nas aulas de inglês. O objetivo era oferecer condições para o aluno aprender junto com os colegas.
Como fazer: Para que um estudante que não enxerga consiga interagir com os estímulos visuais e mensagens em texto apresentados na lousa, transforme-as em um QR Code no seu celular. A cada imagem e texto apresentado à classe, se aproxime do aluno com deficiência e lhe peça para escanear o código com seu celular e ouça o conteúdo com fone de ouvido. Desta forma, ele acompanhará a aula e poderá dialogar com você e os colegas.

Espalhe QR Codes de conhecimento

A prática promovida pela professora Jordana Thadei, de São Paulo, envolveu a pesquisa e a redação de resumos sobre aprendizados transformados em QR Codes. Mesmo tendo sido aplicada com alunos de Letras, ela também pode ser realizada em aulas da Educação Básica.
Como fazer: Dê nomes de personalidades importantes a salas ou lugares da escola e incentive seus alunos a pesquisarem sobre essas pessoas. A atividade pode ser feita em grupos. Posteriormente, peça que eles escrevam em conjunto textos curtos, informativos e atraentes sobre essas personalidades para serem lidos pelo celular. O próximo passo é transformar esses textos em um QR Code para ser exposto ao lado dos nomes das salas. Essa informação ficará disponível para todos os alunos da escola que escanearem os códigos.

Ferramentas para criar QR Codes:

Gerador de código QR
Kaywa QR CodeGenerator
e-elemento

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

OPEN-SANKORÉ UM SOFTWARE LIVRE PARA LOUSA ELETRÔNICA


Do site marcosrocha.info editado por Marcos Ferreira da Rocha encontramos o post sobre o Open-Sankoré é um software livre para lousa eletrônica.


Open-Sankoré

O Open-Sankoré é um software livre para lousa eletrônica. originalmente desenvolvido na Universidade de Lausanne, Suiça em 2003, para uso de professores da universidade. Depois passou para uma empresa de computação e, em seguida, comprado por uma Instituição pública francesa que a tornou um Projeto de Software Livre, Uma estratégia de desenvolver a educação na África, com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas).

Para ver mais informações clique nos links abaixo:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.

Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Chamadas em vídeo: coloque os alunos em contato com pessoas do mundo inteiro

Por: Larrissa Darc 

 
Que tal levar os alunos para um intercâmbio sem sair da escola? Acredite, é mais simples do que você pensa. Um computador ou um celular com acesso à internet e uma boa dose de imaginação bastam para desenvolver um projeto desse.

Aplicativos e programas como o WhatsApp, o Viber, o Google Hangouts, o FaceTime (disponíveis apenas para aparelhos da Apple) e o Skype permitem fazer chamadas em vídeo e, assim, colocar os estudantes em contato com pessoas de diferentes lugares. Imagina, então, você propor aos alunos que eles pratiquem o inglês com estudantes de uma escola da Austrália? Ou, então, colocar a turma em contato com algumas crianças de uma tribo indígena quando estiverem estudando esse tema?

Foi exatamente isso que a professora Josane Batalha, de uma escola particular do interior de São Paulo, fez ao perceber as potencialidades dessas ferramentas. Certificada pela Microsoft Innovative Educator Expert, Josane teve a ideia de usar o Skype quando pesquisava sobre a questão indígena para as aulas de História e Geografia. “Eu trabalhava com o conteúdo do livro, mas aquilo estava longe da realidade. As crianças não conseguiam ter noção de como são os índios de hoje e ficavam presas ao estereótipo”, explicou a professora. Para fugir disso, ela começou a pesquisar notícias mais atualizadas sobre essas populações para levar para a sala de aula. Acabou encontrando a Organização de Desenvolvimento Cultural e Preservação Ambiental Ama-Brasil, referência no assunto. “Entrei em contato com a equipe da entidade que me falou de uma escola indígena que tinha acabado de receber alguns notebooks. Foi daí que surgiu a ideia de promover essa troca”, completa.

Os alunos do 4º ano da professora Josane puderam compartilhar dúvidas com as turmas do 4º, 5º e 6º ano da Emef Profº Antônio de Sousa Pedroso, conhecida como Escola Borari, localizada em Alter do Chão, distrito a 30 quilômetros de Santarém, no Pará, que contaram aos colegas de São Paulo, sobre as suas tradições, meios de transporte e rotina escolar.

Em outra conversa, foi a vez dos estudantes paulistas dividirem com a garotada paraense informações sobre a crise hídrica. “Nós falamos sobre a importância de cuidar da água por conta da seca que enfrentamos recentemente, algo sobre o qual eles nunca tinham se preocupado por conta da abundância de água que existe na região”. Para a professora, esse projeto fez toda a diferença no aprendizado das crianças sobre o tema e revelou uma grande oportunidade de se trabalhar outros conteúdos.

Ficou com vontade de fazer algo parecido? O Skype tem três possibilidades de uso, todas gratuitas, que podem ser usadas na sua aula:

A ferramenta lançada recentemente permite que os estudantes conversem com qualquer pessoa que fale outro idioma mesmo que não se tenha domínio sobre ele já que o programa realiza traduções simultâneas em sete línguas, incluindo o português, para chamadas de voz e de vídeo e mais de 50 para mensagens de texto. Estão estudando os planetas do sistema solar? Que tal colocar a turma em contato com pesquisadores da NASA? As possibilidades se tornam infinitas.

Nessa modalidade, você marca data e hora para que um especialista participe de uma transmissão ao vivo para a turma. É uma excelente oportunidade de os alunos entrarem em contato com escritores, cientistas, médicos, entre tantos outros profissionais, que podem contribuir para a compreensão de um tema que faça parte do seu planejamento.

Que tal fazer as malas e entrar em um avião sem saber onde vai desembarcar? Essa é a proposta desse jogo. Para participar, basta optar por um dia e horário, avisar sobre a disponibilidade e realizar uma chamada. A ferramenta colocará a turma em contato com outros alunos escolhidos aleatoriamente. O objetivo? Adivinhar de onde são os estudantes, fazendo perguntas e trocando experiências. Ah, lembre-se! Essa opção é mais indicada para turmas afinadas no inglês, afinal, como diferentes países participam da plataforma é mais fácil que todos se comuniquem nessa língua.
Agora é só ligar o computador, procurar o recurso mais adequado para o conteúdo previsto no seu planejamento e ultrapassar as barreiras das paredes da sala de aula.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Já pensou no podcast como recurso educacional?

Programas em áudio são uma forma simples de encontrar quem quer aprender a qualquer hora e em qualquer lugar

por Vinícius de Oliveira

  
Simples e barato de ser produzido, o podcast (arquivo de áudio digital) é uma ferramenta pronta para beneficiar a educação. Quem visita o Porvir já deve ter encontrado matérias que falam dos diferentes ritmos de aprendizagem e como o contato com conhecimento se dá cada vez mais longe da escola. É neste ambiente que os podcasts atuam como facilitadores, por poderem ser reproduzidos nos computadores, tablets ou celulares, e em qualquer lugar: em casa, a caminho da escola ou no transporte público.
Em palestra na Campus Party Brasil, evento que aconteceu em São Paulo na semana passada, Kellen Bonassoli, parceira do portal Mundo Podcast, defendeu a produção de podcasts como recursos educacionais abertos para tirar o “conhecimento do pedestal”. Para isso, pretende lançar em breve o projeto baseado em software livre Educasom, que funcionará como agregador e ponto de referência para escolas e professores interessados. “É uma plataforma para educadores ou profissionais com interesse em produzir conteúdo específico para educação possam hospedar seu material e fazer disso um recurso educacional aberto”, explica. A ideia de Kellem, que é formada em letras e pós-graduada em psicopedagogia, é conectar produtores e consumidores em um só lugar e, assim, simplificar a distribuição dos programas, um dos grandes gargalos enfrentados pelos autores.
O Educasom, segundo Kellen, também busca apoiar e dar fôlego aos projetos. “A graça do podcast está no nicho e em entender a pessoa com quem está falando. Existem mais de 800 podcasts no Brasil, mas são todos muito iguais. As pessoas viram uma forma que fez sucesso com o Jovem Nerd [que fala de cultura pop e alcança 100 mil downloads por episódio] e resolveram copiar e não conseguem levar adiante”, explica.
Para aqueles que desejam começar e ainda não sabem bem qual estratégia adotar, Kellen explica que o público do podcast é formado por nichos e está atrás de conhecimento especializado, ao contrário de meios como a TV, que parte para uma abordagem mais generalista. Ao mesmo tempo, não é tão amarrado quanto o rádio. “Para bater um papo com as pessoas, a referência deve ser a linguagem do Facebook, do Twitter e dos blogs. É preciso imaginar uma conversa ao telefone em que são usadas referências que fazem parte do dia a dia de quem vai te ouvir. Isso é o que faz a diferença”, disse.
Os gêneros a serem seguidos também são bastante amplos e partem da (aparentemente) simples audiodescrição, que ajuda estudantes cegos com a contextualização de vídeos. Além desse, a gravação de aulas também é uma alternativa que, para ser bem executada, demanda um trabalho de sistematização por parte do professor. “O único cuidado necessário é com as indicações. No lugar de dizer ‘aqui você está’ vendo isso’ deve-se usar ‘aqui você está vendo um cálculo’”, explica. Outros modelos abrem espaço para textos literários e dramáticos, onde locução, efeitos e som de fundo se encontram para dar vida à narrativa.

Scicast, o podcast de ciência com diversão

Criado por ex-redatores do site de tecnologia Meio Bit, o SciCast é um podcast que trata de temas e curiosidades científicas, fazendo uma intersecção entre educação e entretenimento. Silmar Geremia, um dos fundadores do site que hoje reúne estudantes, engenheiros e biólogos de várias partes do país, explica que podcasts superam uma dificuldade técnica imposta pelo vídeo.
“Se você faz um canal do YouTube com qualquer material, vai ficar sempre parecendo uma coisa amadora e queríamos nos posicionar melhor. Em áudio, isso já é possível com baixo investimento”, diz. O restante, explica, é dedicação e tempo para preparar pautas e seguir uma linha coerente com começo meio e fim para cada episódio.

Como gravar

Para começar a gravar seus programas, o investimento mínimo é muito baixo: basta um telefone celular, um gravador de voz ou um simples microfone ligado ao computador.

Como editar

Para edição de áudio, um dos programas mais usados é o Audacity, software livre, disponível em português, que além de não cobrar nada pelo download, também reúne uma comunidade de usuários ao redor do mundo e traz plug-ins que facilitam a acessibilidade para cegos. Com ele, é possível “casar” a locução com efeitos e música de fundo.

Como hospedar

Para hospedar o arquivo de áudio, é possível usar um site nas plataformas WordPress ou Tumblr. Sua audiência pode receber sua produção por meio de um feed, recurso que alerta sempre que um novo episódio é publicado.

Como ouvir

Ouvir é igualmente simples, basta um computador, um tablet ou um tocador de MP3 de sua preferência.

Referências

- Curso de Podcast com Leo Lopes
www.youtube.com/user/cursodepodcast

- Mundo Podcast
www.mundopodcast.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Você escolheu e nós testamos; conheça o melhor antivírus grátis para Windows 10

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Este é sempre um dos comparativos mais esperados pela galera que acompanha o Olhar Digital. Exatamente por isso, deixamos todo mundo participar e opinar antes de começar os testes. Lançamos uma enquete no Facebook para descobrir quais soluções o pessoal queria ver aqui nesse quadro. O Laboratório Digital deste mês avaliou e comparou cinco antivírus gratuitos para Windows 10: Avast Free Antivirus, AVG Antivirus Free, Avira Free Antivirus, Bitdefender Antivirus Free Edition e, a pedido de muitos, incluímos também o Panda Free Antivirus nessa disputa.
Apesar de algumas soluções terem sido bem votadas, preferimos deixar elas para uma segunda comparação – que faremos em breve – já que são versões pagas e oferecem apenas um período de experimentação gratuita; foi o caso, por exemplo, do antivírus da Kaspersky (que foi muito bem votado na enquete), mas também do McAfee, do Eset e Norton.
Estamos utilizando o Windows 10, a última versão do sistema operacional da Microsoft. Algumas pessoas questionaram sobre o Windows Defender, a solução que vem embarcada no sistema. A resposta mais simples e direta é: o Windows Defender é muito inferior aos seus concorrentes. Não que seja ruim. Se você seguir todas as boas práticas de segurança, usar o bom senso e mantiver o sistema operacional, navegador e plugins sempre atualizados – dependendo da sua tolerância ao risco – o Windows Defender é melhor do que nenhuma proteção. De qualquer forma, assim que você instala qualquer outro antivírus, o Windows Defender automaticamente se torna inativo. Melhor assim.
Nos laboratórios de antivírus, analisamos testes e estudos bem complexos e profundos feito por empresas especializadas, como a Spycar, Eicar, AV-Comparative, AV-Test Institute e ICSA Lab. Além de percorrer cuidadosamente os resultados dos laboratórios independentes, também fizemos nossos próprios testes com nossa coleção particular de pragas e malwares. Para finalizar, submetemos os antivírus a contatos com sites maliciosos que estão espalhados pela web, listados por organizações como a PhishTank. Agora, aos testes!

BAIXAR E INSTALAR

Quanto menos cliques até a primeira varredura, melhor! Ganha mais pontos o software mais prático. O que deu mais trabalho foi o Avira; de todos, foi o mais complicado de instalar e também o mais lento para iniciar a primeira varredura. O AVG também não se mostrou muito eficiente neste primeiro contato com a ferramenta - foram diversos cliques até o antivírus realmente funcionar. Avast e Bitdefender merecem um empate técnico neste quesito - a instalação e verificação de vírus foi muito rápida e eficiente. Mas o destaque ficou mesmo por conta do Panda, muito simples, quase nenhum clique após iniciar a instalação e já estava pronto para usar e terminando a varredura rápida do nosso PC. O Panda saiu na frente.

INTERFACE

Nossa análise vai além do design; aliás, essa escolha deixamos para cada usuário fazer a sua - gosto não se discute. O que a gente realmente avalia é a simplicidade e facilidade de usar a aplicação. As cinco interfaces são muito boas. A solução da Avira, ainda assim, ficou em último lugar - é um dos mais complicados de usar por alguém que nunca trabalhou com esse tipo de software. Nada escandaloso. Já o Avast, Bitdefender empataram em terceiro lugar. O AVG, em segundo, deixa tudo muito acessível para o usuário - inclusive o que faz parte da versão gratuita ou não. E o destaque mais uma vez ficou com o Panda, sem dúvida o mais fácil de usar de todas as soluções apresentadas aqui hoje. Isso sem contar que, na nossa humilde opinião, é o mais bonito dos cinco.

DESEMPENHO

Aqui, a gente analisa o impacto que cada antivírus tem sobre o desempenho do seu computador; o quanto ele afeta a velocidade de diversas funções. Para fazer esses testes, abrimos sites que estamos acostumados a visitar, baixamos aplicativos, abrimos diferentes programas, copiamos arquivos de um lado para outro…e avaliamos. Depois de vencer as duas últimas categorias, aqui o Panda decepcionou. Depois de se mostrar tão rápido na inicialização, levou mais tempo que os outros para fazer a varredura da máquina. Isso que ele deixou a máquina sensivelmente mais lenta também. Em seguida, Avast e AVG empatam em segundo lugar. Em primeiro lugar, mais um empate. Quem se saiu melhor foram as soluções Avira e Bitdefender; ambos com desempenho pra lá de eficiente. O Avira é, tradicionalmente, um antivírus bastante leve e que não mexe praticamente nada no desempenho do seu computador. Com toda sua simplicidade, o Bitdefender também parece que não existe enquanto roda em segundo plano…ponto para os dois em um quesito importante.

CONSUMO DE RECURSOS

Uma coisa é o impacto que o antivírus causa no desempenho da sua máquina, outra é quanto o software exige do seu computador em termos de memória e processador; quanto de recurso consome cada solução. Desempenho e uso dos recursos da sua máquina são complementares, mas não proporcionais. Aqui, Panda e Bitdefender são os primeiros - mesmo que no quesito desempenho, o Panda tenho amargado uma lanterna feia. Mas com essa avaliação a gente define que mesmo que não sejam igualmente ágeis, esses dois antivírus são os que menos incomodam enquanto estiverem operando. Em segundo lugar ficou o Avast; AVG e Avira, respectivamente, em quarto e quinto lugar. O uso da CPU quando esses aplicativos estão rodando é maior; dá pra notar mais tempo para carregar as páginas e até para abrir alguns programas.

EFICÁCIA

Claro, entre tantas comparações, certamente esta é a que mais interessa, afinal, com o antivírus “X" você estará realmente protegido? Aqui a gente compara a eficácia tanto na detecção quando na remoção de ameaças virtuais. A ótima notícia é que com qualquer uma das cinco soluções testadas e comparadas neste Laboratório Digital, sua máquina estará devidamente protegida. Tanto nos nossos testes quanto nas análises mais minuciosas dos laboratórios independentes, todos os softwares se saíram muito bem. Em todos eles, o índice de eficácia fica muito próximo dos 100%. Se a gente tem que escolher um vencedor, não vai ser por aqui que vamos medir…

EXTRAS

Ainda que gratuitos, a maioria dos antivírus traz ainda funções e configurações extras que podem fazer a diferença na hora de escolher. O BitDefender, talvez por ser o mais simples e direto de todos, é o que menos oferece; aliás, não oferece nada além. Na versão free, o Avira apenas oferece um módulo de avaliação do Firewall do seu Windows - fora isso, só na versão paga. O Panda ganha destaque com seu "USB Vaccine”, uma função que faz uma varredura completa em qualquer pendrive que você conectar à máquina e ainda aplica uma verdadeira vacina no dispositivo impedindo que qualquer processo inicie automaticamente quando a unidade está montada.
Em segundo lugar neste quesito, o AVG traz o Tune Up, um recurso que ajuda manter seu computador e todos os programas instalados sempre atualizados, melhorando assim a performance da máquina. E, em primeiro lugar, o Avast, com alguns recursos extras bem interessantes: além de um módulo integrado ao e-mail e ao navegador e uma ferramenta que avalia a segurança e eventuais falhas na sua rede, o mais legal é o gerenciador de senhas - a função ajuda a controlar e manter suas senhas sempre fortes e seguras.

CONCLUSÃO

No final dessa bateria de testes e comparações, a escolha do Olhar Digital como melhor antivírus gratuito de 2016 ficou com o Avast Free Antivirus. Ainda que a solução seja um pouco mais pesada que alguns concorrentes, o antivírus na Avast não deixou nossa máquina visivelmente mais lenta. O softwares é muito bem conceituado nos testes de laboratórios independentes e se saiu muito bem também na nossa avaliação. O bônus ficou por conta do gerenciador de senhas e a análise de segurança de rede e do roteador. Com eficácia próxima dos 100%, desta vez, é a melhor escolha para a proteção por um antivírus gratuito.
Logo abaixo, um empate duplo; isso mesmo, os antivírus gratuitos  BitDefender e Panda são bastante equivalentes. Nenhum deles deixa muito a desejar na comparação com o grande vitorioso, mas detalhes fizeram a diferença. Além da eficácia, o BitDefender se destaca pela simplicidade - é o mais discreto de todos e não tem sequer menu de configurações. Já o Panda surpreendeu pela leveza e velocidade desde o primeiro contato com a ferramenta. A interface é muito clara e intuitiva - nossa preferida. Além de tudo, ainda traz um módulo de proteção e vacina para dispositivos USB. Sem sombra de dúvidas, Panda e BitDefender também são boas escolhas caso você queira experimentar.
Em terceiro lugar ficou o AVG Antivirus Free. É uma solução eficaz, porém um tanto mais pesada que seus rivais. O menu traz uma série de configurações que pode complicar a cabeça de muitos usuários. Na lanterna do nosso Laboratório Digital deste mês ficou o Avira Free Antivirus - nos testes de laboratórios independentes, ele já fica um pouquinho atrás no nível de proteção. Nossa experiência com o antivírus Avira não foi das melhores, além das complicações durante a instalação e a primeira varredura, a interface não agradou muito e ele se mostrou um dos que mais utiliza recursos da sua máquina. A varredura completa leva mais tempo do que a maioria.
É importante deixar claro que nenhuma das ferramentas avaliadas no nosso laboratório é ruim; longe disso. São os melhores antivírus gratuitos do mercado para Windows 10 - com qualquer uma dessas soluções, pode ter certeza, você estará seguro. Se sua opção for diferente da nossa, o interessante é experimentar. Baixar e instalar cada um deles é bastante fácil e leva poucos minutos. Se você tiver uma opinião diferente da nossa, aproveite o espaço, compartilhe seus comentários.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/video/laboratorio-digital-antivirus-gratuitos/63484 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Bloqueando sites pornográficos utilizando o OpenDNS Family Shield

Uma forma simples de bloquear o acesso de sites que tenham conteúdo adulto ou que são considerados maliciosos é alterar o endereço do DNS. Isso pode ser feito localmente no computador, assim este não acessa sites de conteúdos impróprios ou alterando o DNS no roteador, desta forma todos os computadores que acessam a internet por esta rede passam também a não  acessar este sites.
O DNS sugerido OpenDNS Family Shield, que pode ser encontrado no site www.opendns.com
O site "professorramos.com" disponibiliza uma vídeo aula de como proceder (vídeo abaixo).


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Formação Google Apps for Education em São Sepé

No dia 04 de outubro, os professores Renato Miranda e Vanessa Roth, realizaram o primeiro encontro da “Formação para o uso do Google Apps for Education”, na E.E.E.B. Francisco Brochado da Rocha, em São Sepé. Os professores foram divididos em duas turmas, realizando a formação nos turnos da manhã e da tarde. A formação objetivou capacitar os professores a utilização de ferramentas, desenvolvidas para colaborar e facilitar o planejamento das aulas.