terça-feira, 15 de janeiro de 2019

10 livros de tecnologia na Educação para você inovar na sala de aula

Confira nossa seleção de livros para te inspirar a mergulhar no letramento digital, robótica, sala de aula invertida e muitas outras ferramentas de inovação

Crédito: Christin Hume/Unsplash

Tecnologia assistiva, sala de aula invertida, linguagem, gêneros digitais, letramento digital, robótica, inteligência artificial. Esses são apenas alguns dos temas abordados em nossa lista de livros essenciais para a biblioteca dos apaixonados e também dos iniciantes na tecnologia na Educação. A partir deles, você conhecerá mais sobre os conceitos e práticas de inovação para sua sala de aula e poderá se inspirar nas tendências do mundo da Educação para você começar o ano letivo usufruindo de como levar ferramentas digitais para sua turma. Chegou o momento de inserir tecnologia nas aulas! Vamos lá?!

1) “Tecnologia assistiva: a inclusão na prática”, de Eromi Izabel Hummel
Esta obra irá abordar o ensino sob o olhar da tecnologia assistiva, que é focada em ferramentas para auxiliar o ensino de alunos com deficiência. Importante reflexão para promover a inclusão, ampliando o leque para os professores acerca do processo de formação docente e as possibilidades que as tecnologias propiciam ao aluno com deficiência.

2) “Tecnologia na escola: abordagem pedagógica e abordagem técnica”, de Nanci Aparecida de Almeida, Bárbara Alessandra Gonçalves Pinheiro Yamada, Benedito Fulvio Manfredini e Sonia Aparecida Romeu Alcici 

Os autores dialogam sobre uma proposta pedagógica à luz da contemporaneidade e possibilidades tecnológicas. É uma boa indicação para quem quer saber mais sobre como o processo de ensino e aprendizagem pode ser ampliado pelo uso das ferramentas digitais e coletar insights para o planejamento das aulas.

3) “Sala de aula invertida: uma metodologia ativa na aprendizagem”, de Jonathan Bergmann e Aarom Sams 


A obra irá abordar a aprendizagem ativa, tão necessária ao ensino no século 21. Além de apresentar atividades práticas, o livro esclarece dúvidas, traz orientações sobre a utilização das metodologias ativas e demonstra como o modelo pode beneficiar o aprendizado, desenvolvendo a autonomia e protagonismo discente.

4) “Linguagem online: textos e práticas digitais”, de David Barton, Carmen Lee, tradução Milton Camargo Mota 

Os autores investigam o impacto do mundo online sobre os estudos da linguagem online. Ao analisá-la sobre várias perspectivas, a obra proporciona sólida base teórica ao leitor. Além de perpassar sobre conceitos, apresenta orientações práticas, permitindo uma importante reflexão sobre como a chegada do online em nossas vidas mudou nossas práticas.

5) “Praticas pedagógicas e uso da tecnologia na escola”, de Nilbo Ribeiro Nogueira 

O professor Nilbo aborda orientações a educadores para uso das novas mídias. As instruções são bem práticas e ensinam, por exemplo, como criar e administrar um blog, desenvolver apresentações, lidar com redes sociais. Se você está procurando algo mais prático, vale apena mergulhar nesta obra!

6) “O cotidiano da escola: as novas demandas educacionais”, de Denise D’Aurea-Tardeli

Nesta obra, Denise aborda o enfretamento de práticas educacionais que falharam em atingir os ideais de ensino. Nesse movimento, ela cita como aliados um novo olhar a tecnologia, novas configurações de trabalho na educação e o uso do trabalho com temas sociais, como o combate à violência.

7) “Introdução à robótica”, de Maja J. Mataric 

A autora parte dos conceitos básicos para conduzir ao leitor as mais novas aplicações na área, enfatizando o conhecimento necessário para criar robôs de comportamento autônomo e inteligente. A obra aborda a definição da robótica, sua história, componentes, sensores, controles navegação. Indicado ao leitor que deseja dar os primeiros passos na robótica com a sua turma.

8) “Linguagem, tecnologia e educação”, de Ana Elisa Ribeiro, Ana Maria Nápoles Villela, Jerônimo Coura Sobrinho e Rogério Barbosa da Silva

O livro irá abordar e analisar questões de letramento digital. Apresenta conceitos de novas linguagens, gêneros digitais, hipertextualidade, trazendo um olhar importante para a linguagem e suas mudanças com a chegada do digital.

9) “Tecnologias que educam”, de Fábio C. A. Carvalho

A obra é um guia para professores que percorrem o caminho do ensino diante de um cenário de transformações constantes. O autor aponta desafios e oportunidades para o ambiente educacional, analisa mudanças, alterações organizacionais e propõe práticas de aprender e ensinar.

10) “A Revolução do Algoritmo Mestre – Como a aprendizagem automática está a mudar o mundo”, de Pedro Domingues

A obra aborda o que é a inteligência artificial, em especial a aprendizagem automática, falando de ferramentas para que possamos compreender o impacto dessa tecnologia no dia-a-dia. “A revolução do algoritmo mestre” é uma oportunidade de se aprofundar sobre o assunto e avaliar o impacto no cotidiano.

Desejo a você querido professor, excelentes leituras! Fique à vontade para compartilhar dicas de leituras, aqui nos comentários, que não esteja contemplado nessa lista.

Um abraço,
Débora Garofalo

Professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, colunista de Tecnologia para o site da NOVA ESCOLA, Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Top 50 no Prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Atenção, gestores e professores de São Sepé!!!

Curso de Formação Continuada para Gestores Escolares e Professores de todas as áreas do conhecimento escolar.

O período destinado às inscrições foi ampliado para  até 20 de julho, portanto, aguardamos a sua inscrição e posterior participação!

Site para inscrição nos cursos: http://www.comung.org.br/





terça-feira, 26 de junho de 2018

Aprendizagem significativa e mapas conceituais


por: Paula Gobato

Quando falamos de aprendizagem ativa, ou seja, a aprendizagem que coloca o aluno no centro do processo educativo, considerando sua capacidade de desenvolver novos saberes, podemos considerar um grande rol de possibilidades, atividades, cenários, dinâmicas, etc. No meu último texto publicado na Entretanto, falei sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas, que tratou sobre uma metodologia de ensino ativa e que conta com o aluno, trabalhando colaborativamente, como protagonista e o professor como um facilitador e mediador entre o conhecimento e o aprendiz através da resolução de problemas previamente estruturados e contextualizados.

Levei algo para aquele texto de maneira muito discreta, mas que será o tema principal deste artigo: a aprendizagem significativa. Continuando na linha da aprendizagem ativa, vou explorar um pouco sobre outras ferramentas desta modalidade, como os organizadores gráficos, mais especificamente os mapas conceituais, fazendo sua relação com o conceito de aprendizagem significativa.

A elaboração de mapas conceituais e a sua interpretação vão além da simples visualização de informações gráficas, pois também envolve habilidades de interpretação que têm seu desenvolvimento iniciado logo na etapa de alfabetização do indivíduo. É importante que a alfabetização ocorra na perspectiva do letramento, que se preocupa com a aplicação da leitura de símbolos, frases e textos no convívio em sociedade e permite ao indivíduo compreender seu espaço e sua participação na comunidade, ou seja, por meio do letramento, desenvolvemos habilidades de leitura e escrita relacionadas às práticas sociais do nosso meio (SOARES, 1999).

Em consequência, a informação visual é interpretada por nós, porém, depende de toda nossa bagagem psicológica, cultural e social, e são estes aspectos que irão definir como nos relacionamos com os fatos e como os interpretamos (DONDI, 2003). Essa percepção visual nos permite fazer interpretações de informações contidas em gráficos, imagens e, claro, mapas conceituais (BRANCO, 2003). A partir daí, o leitor mobiliza conhecimentos prévios a respeito do tema e novos significados surgem a partir da interpretação, ressignificando a imagem e reestruturando as ideias (CARVALHO, MONTEIRO, CAMPOS, 2010).

Dessa forma, ao unir imagens com a leitura, surgiram os organizadores gráficos, que têm, como principal foco, a organização visual de informações e conceitos de modo a facilitar a compreensão e a interligação entre eles. São estruturas que foram criadas baseadas na Teoria da Aprendizagem Significativa, desenvolvida por David Ausubel na década de 1960 (AUSEBEL, 1963).

Com esta teoria, Ausubel propõe, resumidamente, que a base do processo de aprendizagem do indivíduo é o relacionamento entre aquilo que ele já sabe, que são seus conhecimentos prévios e que já estão incorporados à sua estrutura cognitiva, com as novas informações advindas de seus estudos, sua atuação científica, social, pessoal, educacional, social e etc., gerando significado.

Ao confrontar as novas informações com aquilo que já sabe, novos significados são gerados, assim como novas compreensões, resultando no aprendizado. Ausubel ainda aponta que a aprendizagem que ocorre sem a atribuição de significados pessoais e advindos da trajetória do sujeito é uma aprendizagem mecânica e não significativa (MOREIRA, 2010).

Neste sentido, os organizadores gráficos, em especial os mapas conceituais, foram criados com o objetivo de auxiliar na organização do pensamento, no cruzamento de conhecimentos prévios e novos, e as conexões entre si, além de permitirem a visualização gráfica e a aprendizagem ativa do aluno. Podemos citar aqui alguns organizadores gráficos eficientes, porém, nosso foco são os mapas conceituais:

Diagrama de Ishkawa (ou espinha de peixe): um diagrama de causa e efeito, que propõe a conexão de causas a um efeito em comum através de um Brainstorm e organizados em uma estrutura semelhante a uma espinha de peixe, sendo a cabeça o evento principal e cada ramo da espinha as causas possíveis.


- Diagrama de Venn: é composto por dois círculos com uma intersecção entre eles. Este diagrama compara dois elementos, em cada círculo são descritas as características exclusivas de cada um e, na intersecção, as características que ambos têm em comum.

Quadro S-Q-A: um quadro de três colunas que permite a coleta de conhecimentos prévios, as expectativas em relação a um assunto e o que foi aprendido de fato. Na primeira coluna (S) o autor do quadro insere o que já sabe sobre o assunto em pauta, na segunda coluna (Q), são descritas as questões e expectativas em relação o que o autor gostaria de aprender e, na terceira coluna (A), o que foi aprendido.

Além dessas, ainda podemos citar linhas do tempo, circulo de conceitos, diagrama V (ou diagrama de Gowin) e os próprios gráficos numéricos e infográficos que estamos acostumados a utilizar e a ler em notícias de jornais, revistas, online, etc.

Os mapas conceituais foram desenvolvidos na década de 1970 por Joseph Novak como uma ferramenta que atende diferentes estilos de aprendizagem e baseada na teoria da aprendizagem significativa de Ausubel e que permite o desenvolvimento de habilidades intelectuais, cognitivas, organizacionais, entre outras.

É importante diferenciar mapas mentais de mapas conceituais: o primeiro organiza palavras e frases que estão conectadas, porém, não são realizadas associações e não há uma organização hierárquica. Já os mapas conceituais incluem flechas, conectores, símbolos e frases ou palavras de conexão para mostrar o relacionamento entre os elementos do mapa.

O mapa conceitual tem uma estrutura hierárquica, que se desdobra de cima para baixo, do conceito principal para os conceitos secundários que o compõem e que estão relacionados a ele. As conexões são realizadas por flechas, linhas contínuas ou tracejadas e palavras de ligação. Quando dois ou mais conceitos são relacionados por um conector e palavras de ligação, forma-se uma unidade semântica chamada de preposição (PEÑA et al., 2005). A partir desta estrutura básica, o autor do mapa conceitual pode criar outras regras para atingir o objetivo do organizador, como definir figuras geométricas que alojam conceitos diferentes, comprimento das linhas conectoras que indica maior ou menor relação, entre outras que dependem da criatividade e da mensagem que se deseja transmitir.

A partir desta estrutura, é possível que o aluno (ou qualquer outro indivíduo, já que mapas mentais são utilizados em diversos contextos) organize seu pensamento e relacione novas ideias com aquilo que ele já compreendia, além de exercitar e desenvolver habilidades relacionadas a esta tarefa. Também exercita a interpretação visual e a visualização de dados gráficos, ampliando seu conhecimento e compreensão do meio em que está inserido.

Os mapas conceituais também podem ser utilizados como ferramentas avaliativas, mas sempre considerando que, assim como proposto na teoria da aprendizagem significativa, o conhecimento tem a influência das experiências pessoais e prévias, significando que dois mapas conceituais sobre o mesmo assunto e elaborados por pessoas diferentes nunca serão iguais. Muitas vezes, nem mesmo dois mapas realizados pelo mesmo indivíduo podem ser iguais, pois o aprendizado e a estrutura cognitiva são dinâmicos, resultando, assim, em diversos pontos de vista e interpretações. Dessa forma, a avaliação deve levar em conta que não existe um mapa conceitual correto e preocupar-se em avaliar qualitativamente o conhecimento e aprendizagem significativa que são transmitidos pelos conceitos e interligações representados nos mapas (MOREIRA, 2010).

Enfim, a aprendizagem significativa, intimamente ligada aos organizadores gráficos, representa uma gama de possibilidades de trabalho em sala de aula, sempre procurando atender ao diferentes modos de aprender e valorizando aquilo que nossos alunos já conhecem, tornando-os protagonistas da própria aprendizagem e dando maior significado àquilo que estão vivenciando. É uma atividade que se permite ser trabalhada em grupo, colaborativamente, para sua construção.

Para saber mais sobre mapas conceituais e aprendizagem significativa:


Referências Bibliográficas

MOREIRA, M. A. Mapas conceituais e aprendizagem significativa. São Paulo: Centauro Editora, 2010.

AUSUBEL, D. P. The psychology of meaningful verbal learning. New York: Grune & Stratton, 1963.

BRANCO, V. M. A. Visualização como suporte à exploração de uma base de dados pluviométricos. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências da Computação e Matemática Computacional) – Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2003.

CARVALHO, L. M. T. L.; MONTEIRO, C. E. F.; CAMPOS, T. M. M. Aspectos visuais e conceituais envolvidos na interpretação de gráficos. Revista Iberoamericana de Educación Matemática, n. 24, p. 135-144, 2010.
DONDI, D. A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

MOREIRA, M. A. Mapas conceituais e aprendizagem significativa. São Paulo: Centauro Editora, 2010.

PEÑA, A. O.; BALLESTEROS, A.; CUEVAS, C.; GIRALDO, L.; MARTÍN, I.; MOLINA, A.; RODRÍGUEZ, A.; VÉLEZ, U. Mapas conceituais: uma técnica para aprender. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica, 1999.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

NTE UFSM inscreve para a Oficina de Planilha Eletrônica Nível Básico


A Equipe de Capacitação do NTE informa que estão abertas as inscrições para o curso Oficina de Planilha Eletrônica Nível Básico (1ª turma) até 24 de junho. As inscrições podem ser feitas pela página do NTE, na guia "Capacitações" ou em "Cursos de Capacitação de 2018".

A capacitação tem como público-alvo professores da UFSM, profissionais do sistema UAB/UFSM (tutores e professores pesquisadores), servidores técnico-administrativos da UFSM, professores da rede básica de ensino e alunos de pós-graduação da UFSM.

Mais informações pelo e-mail equipecapacitacao@cead.ufsm.br ou pelo telefone 3220-9512.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Está na hora de usar mais (e melhor) seu PowerPoint

A ferramenta oferece muitas possibilidades, de jogos de memória a quiz 

Por: Débora Garofalo 
 
Foto: Getty Images   
Mais conhecido como programa para apresentações, o Power Point é uma ferramenta versátil e interativa, que permite criar quebra-cabeças, jogos de memória, quiz e atividades de correspondência – a partir da criação de textos, gráficos e tabelas em sala de aula. Fácil de usar, o Power Point permite o trabalho colaborativo, tanto em computadores quanto dispositivos móveis, como celular e tablets.
 
Todos esses recursos podem servir à estratégia de aprendizagem, em que o docente pode explorar habilidades e competências diante do currículo em qualquer área do conhecimento. As estratégias utilizadas para vencer cada etapa e desafio contribuem para que os alunos aprendam fazendo, utilizando a expressão “learning by doing”. No caso dos jogos, os estudantes se tornam “fazedores” (makers), protagonistas do seu aprendizado, não apenas consumidores. 
 
Jogos

Embora não seja um software específico para criar games, com o Power Point é possível montar produções mais básicas até de nível avançado. No processo, os alunos desenvolvem senso crítico, inventividade e raciocínio lógico. Eles se envolvem mais profundamente no objeto de estudo e o ensino torna-se personalizado.

Os recursos de animação do programa permitem que as imagens apareçam, desapareçam, avancem ou retrocedam. Há ainda a possibilidade de inserir botões e links com ações.
Nesta ferramenta, o desenvolvimento de jogos é um precursor ao ensino de programação em softwares como o Scratch, por trabalhar com scripts e narrativas para o desenvolvimento do jogo, como personagens, cenário, enredo.

A seguir deixo um passo a passo de como criar jogos com os estudantes.

Criando um jogo

- Abra o Power point no computador.
- Crie uma apresentação nova pressionando as teclas CTRL+N
- No primeiro slide, coloque o nome do seu jogo na caixa de título.
- Na caixa de subtítulo, escreva “Clique aqui”.
- Crie um novo slide, um com o título e um texto, clicando em inserir novo slide.
- Selecione a caixa “clique aqui” e faça um link para o slide 2, selecionando com o botão direito do mouse em hyperlink.
- Uma caixa irá aparecer e você deverá escolher o que colocar nesse documento. Escolha títulos dos slides e em seguida, slide 2.
- Crie um cenário para este slide e opções para interagir com o cenário. Por exemplo: você tem muito lixo para separar; agrupe os materiais no local correto: papel de bala; garrafa de água; copo de vidro; papel.
- Selecione cada opção e link em outro slide que apresente um novo cenário. Este novo cenário irá apresentar ao jogador as consequências da sua escolha, como por exemplo, o que ocorre com o meio ambiente quando descartamos algo irregular. Deve haver escolhas corretas e erradas.
- Continue a montar a sequência de slides linkados até um resultado final. Um determinado número de erros fará com que o jogador vá para um slide com os dizeres “repense suas atitudes” e escolhas “corretas”, levará a estímulos como “Parabéns! Você está salvando o meio ambiente”.
 
 
 
Algumas dicas  
 
Roteiro. Junto aos estudantes, planeje o roteiro, envolva aspectos cômicos. O enredo do jogo é um fator chave para determinar se as pessoas irão jogar. O storyboard, que é um esboço sequencial de ilustrações e/ou imagens, pode ajudar nesse momento de construção.
Ferramentas. Use a caixa de ferramentas de controles para adicionar objetos como botões e caixa de texto.
Socialização. Compartilhe o jogo em redes sociais e também em redes da escola, como blogs e sites.
Recursos. Use e abuse de imagens, cores, efeitos sonoros e até filmes para deixar o jogo atraente.

O professor orientador de Informática Educativa André de Oliveira Torres da EMEF Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré, da Cidade de São Paulo, está desenvolvendo com os alunos das classes do 8º ano a elaboração de jogos de alfabetização para desenvolver habilidades no uso de hiperlinks. Ele faz o mesmo em jogos com os estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental I para auxiliar no processo de alfabetização a partir da escrita de palavras em um banco de palavras. Clique aqui para ter acesso a um dos jogos que está em desenvolvimento.

E você, querido professor, como usa o Power Point com os seus alunos? Conte aqui nos comentários e fortaleça práticas inspiradoras em Nova Escola.

Um grande abraço,

Débora Garofalo é professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, Formada em Letras e Pedagogia, Mestranda em Educação pela PUCSP, colunista de Tecnologias para o site da Nova Escola. 

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/11718/esta-na-hora-de-usar-mais-e-melhor-seu-powerpoint

terça-feira, 24 de abril de 2018

Programa Educacão Conectada

O Programa de Inovação Educação Conectada, instituído pelo Decreto n° 9.204, de 23 de novembro de 2017, tem por objetivos apoiar a universalização do acesso à Internet em alta velocidade e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica. A implementação do programa está prevista para acontecer até 2024, de maneira a contemplar, gradualmente, escolas urbanas e rurais em três fases: Indução, Expansão e Sustentabilidade.
O MEC já iniciou a primeira fase, a de Indução, com apoio à infraestrutura para as redes selecionadas (aquelas que atenderam aos critérios específicos para a fase, observado o disposto no parágrafo único do art. 4º, da Portaria MEC nº 1.602, de 28 de dezembro de 2017), contemplando 22.400 escolas urbanas com Internet terrestre; e 6.500 escolas rurais com Internet via satélite; distribuídas em cerca de 2.000 municípios de todos os estados brasileiros.
As redes selecionadas nessa primeira etapa de implementação realizaram a adesão até o dia 18 de abril, via Simec. Agora é vez das escolas. A interface para que elas realizem a adesão está disponível no sistema PDDE Interativo, até o dia 26 de abril. Para ajudar as escolas nesse processo, o Ministério da Educação (MEC) elaborou um passo a passo. Para acessá-lo, clique no link: https://undime.org.br/uploads/documentos/phpF6s0NL_5ad89a8122000.pdf.
Segundo o Ministério, o aporte financeiro será liberado via PDDE, com previsão de pagamento para maio de 2018. Se a escola foi selecionada para conexão via terrestre é preciso preencher o Plano de Aplicação Financeira para concluir a adesão.

Acesse o vídeo com informações sobre essa fase e saiba mais:


 

Vale lembrar que o programa tem ações gradativas até 2024, em todas as suas fases e dimensões.

Fonte: https://undime.org.br/noticia/23-04-2018-16-58-educacao-conectada-escolas-tem-ate-26-de-abril-para-aderir-ao-programa-no-pdde-interativo

sexta-feira, 9 de março de 2018

Projeto Pensamento Computacional para Todos

Pesquisa desenvolvida durante o doutorado do Prof. Dr. ‎Christian Brackmann‎  no PPGIE - UFRGS / Cinted - Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação sob orientação dos professores Dante Augusto Barone e Ana Casali. Com apoio de Lauren Steffen / SECOM IFFAR.

Mais informações em: http://www.computacional.com.br/

Programa "Como Será?" - Rede Globo 03/mar/18 

Clique na imagem e assista o vídeo
http://g1.globo.com/como-sera/noticia/2018/03/tecnologia-acessivel-para-estudantes.html

Fonte: http://g1.globo.com/como-sera/noticia/2018/03/tecnologia-acessivel-para-estudantes.html


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Oportunidade de Formação!!!

Processo Seletivo do Curso de Mestrado Profissional em  Educação Profissional e Tecnológica



Edital Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica - ProfEPT - Exame Nacional de acesso 01/2018.

Edital: 01/2018 de 25/01/2018

Inscrições: 15/02/2018 00:00 a 04/03/2018 23:59

Pedidos de Isenção: 15/02/2018 00:00 a 21/02/2018 23:59
Realização do Exame Nacional de Acesso: 15/04/2018

Vagas e instituições parceiras no Rio Grande do Sul:

IFFAR – Campus Jaguari - Jaguari (RS) - 24 vagas;
IFRS – Campus Porto Alegre - Porto Alegre (RS) - 24 vagas;
IFSUL – Campus Charqueadas  - Charqueadas (RS) - 24 vagas.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

16 sites de pesquisa acadêmica que farão você esquecer do Google


O Google é o líder de pesquisas em todo o mundo, mas os seus  resultados apresentam um problema: nem sempre a informação é confiável. O Google indexa uma infinidade de sites sem levar em conta a veracidade dos conteúdos e os resultados das buscas sofrem interferência da publicidade. É essencial estar atento e separar as informações relevantes na hora utilizar o mecanismo de busca para trabalhos acadêmicos.
 
Entretanto, há outros buscadores que apresentam conteúdos confiáveis e úteis para a sua pesquisa. Muitas bibliotecas disponibilizam a informação que você precisa sem qualquer tipo de interesse econômico. Há também uma infinidade de sites de busca acadêmica, bancos de dados científicos, portais científicos e publicações eletrônicas disponíveis livremente. Conheça algumas:

Scielo – Scientific Electronic Library Online.  É uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos.

Dialnet – é uma das maiores bases de dados com conteúdos científicos nas línguas ibero-americanas e conta com vários recursos: artigos de revistas, revisões bibliográficas, livros, anais de congressos, teses de doutorado. O objetivo é integrar o maior número possível de conteúdos, fornecendo, na medida do possível, acesso a textos completos.

WorldWideScience – é um porta para a ciência global, composto por bases de dados nacionais e internacionais e portais científicos. É multilíngue e fornece em tempo real os resultados da pesquisa e a tradução do conteúdo.

Google Acadêmico – fornece de uma maneira simples acesso à conteúdos acadêmicos.  É uma ferramenta de pesquisa do Google que permite pesquisar em trabalhos acadêmicos, literatura escolar, jornais de universidades e artigos variados.

Scholarpedia – é uma enciclopédia de acesso gratuito a textos revisados ​​e mantidos por especialistas acadêmicos de todo o mundo. Scholarpedia se inspira na Wikipédia e tem como objetivo fornecer um tratamento aprofundado aos conteúdos acadêmicos.

Academia.edu  é uma plataforma para que os acadêmicos possam compartilhar seus trabalhos de pesquisa. São mais de 33 milhões de acadêmicos inscritos, 10 milhões de artigos e aproximadamente 2 milhões de pesquisas adicionadas.

Springer Link – proporciona aos pesquisadores acesso a milhões de documentos científicos de revistas, livros, séries, protocolos e trabalhos de referência.

RefSeek – é um mecanismo de busca na web para estudantes e pesquisadores que visa tornar a informação acadêmica acessível a todos. RefSeek busca em milhões de documentos, incluindo páginas da web, livros, enciclopédias, revistas e jornais. Oferece aos estudantes uma ampla cobertura de assuntos sem sobrecarregar o mecanismo de busca, aumentando assim a visibilidade de informações acadêmicas, muitas vezes perdidas em links patrocinados e resultados comerciais.

CERN Document Server – acesso a artigos, relatórios e conteúdos multimídia sobre física de partículas.

Microsoft Academic – é um mecanismo de busca gratuito para publicações e conteúdos acadêmicos. A pesquisa é semântica, fornecendo resultados relevantes e atualizados.

JURN – é uma ferramenta de busca única para encontrar artigos acadêmicos e livros gratuitos. Oferece um ampla cobertura de revistas eletrônicas nas áreas de artes e humanidades e do mundo natural e ecologia. JURN aproveita ao máximo o Google, mas concentra sua pesquisa através de um índice desenvolvido e aperfeiçoado por seis anos pela equipe do site.

Ciencia.Science.gov – busca em mais de 60 bases de dados e em mais de 2.200 sites de 15 agências federais, oferecendo 200 milhões de páginas de informação científica dos Estados Unidos, incluindo resultados de pesquisa e desenvolvimento.

BASE – Bielefeld Academic Search Engine. É um dos buscadores com mais quantidade de informação do mundo, especialmente para recursos acadêmicos de acesso aberto, desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Bielefeld na Alemanha. BASE oferece mais de 80 milhões de documentos de mais de 4.000 fontes, com acesso a textos completos de aproximadamente 60-70% dos conteúdos indexados.

ERIC – disponibiliza recursos relacionados à educação atual para a pesquisa e a prática.

ScienceResearch.com – coloca à disposição do público a sua tecnologia capaz de pesquisar na “deep web” e fornecer resultados de qualidade, apresentando conteúdos de outros sites de pesquisa. Os resultados são obtidos nas 300 coleções de ciência e tecnologia, eliminando os conteúdos duplicados e mostrando por relevância as informações, conforme a pesquisa.

iSEEK Education – é um buscador específico que reúne diversos recursos de universidades, do governo e dos provedores não comerciais estabelecidos. Proporciona uma pesquisa inteligente e uma biblioteca pessoal baseada na web para ajudar a localizar rapidamente os resultados mais relevantes.

Fonte: Julián Marquina

Fonte: https://bibliotecaucs.wordpress.com/2018/02/23/16-sites-de-pesquisa-academica-que-farao-voce-esquecer-do-google/

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Novo plano de tecnologia oferece mais opções e exige colaboração


Atualização da rede de internet e aquisição de computadores vai exigir plano que leva em conta visão sobre a importância da tecnologia, formação de equipes, recursos digitais e da infraestrutura 

por Vinícius de Oliveira

 

Sai a política do pacote fechado e único para todas as escolas e ganha espaço um modelo mais flexível e adaptado às necessidades dos alunos. Se de um lado tenta atender a uma antiga demanda, por outro cobra esforço e maior de colaboração da gestão pública. É isso o que está previsto no desenho do plano Educação Conectada anunciado pelo governo federal no final de 2017 e que começa a ter os primeiros desdobramentos. Para entender como diferentes setores dos governos estão se movimentando para avançar em relação ao PBLE (Plano Banda Larga nas Escolas), que em 2018 completa 10 anos de vida, o Porvir conversou com representantes do MEC (Ministério da Educação), do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), organização que foi parceira técnica na elaboração do plano.

De acordo com a nova política de tecnologia, as ações dos diversos níveis da administração pública precisam levar em conta quatro dimensões, aliás, as mesmas que constam na seção infraestrutura do guia Tecnologia na Educação publicado pelo Porvir em 2016, também com apoio do CIEB. São elas: visão, formação, recursos educacionais digitais e infraestrutura (clique para acessar o guia). Com elas em mente, gestores estaduais, municipais e escolares devem rodar um diagnóstico dentro de suas redes para avaliar o uso da tecnologia e criar um plano de inovação.

Segundo Renilda Peres de Lima, diretora de apoio às redes de educação básica do MEC, no relatório devem ser descritas todas as ações que serão desenvolvidas para inserir alunos, professores e gestores no ambiente de cultura digital. “O plano precisa responder como o gestor, o professor ou a escola desejam ampliar o acesso tanto do aluno quanto do professor a recursos e práticas inovadoras”, diz.

Em 2016, o CIEB rodou em 14 estados e no Distrito Federal uma versão semelhante à ferramenta de diagnóstico que será adotada dentro do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC descobriu que infraestrutura é o principal gargalo (somente 3% das escolas contam com computadores dentro de todas as salas de aula) e a formação limita o uso da tecnologia durante as aulas (69% dos professores utilizam tecnologia apenas para preparar as aulas ou fazer apresentações).

Para redes que por iniciativa própria decidiram contratar um serviço mais rápido que os 2 Mbps oferecidos pelo PBLE e renovar os computadores em uso nas escolas, a diretora do MEC afirma que a intenção não é sobrepor, mas sim coordenar ações. “Tivemos um ano de discussão e maturação das propostas já existentes nos entes federados (estados e municípios) para aproveitar as políticas locais e levar assistência técnica e financeira para que a política de tecnologia seja colocada em prática com sustentabilidade”, diz Renilda. Essa parceria, segundo ela, é importante especialmente para a esfera municipal. “Existem muitos municípios com quadro reduzido de funcionários, escolas de difícil acesso e poucos recursos técnicos e financeiros, o que resulta em dificuldades para desenhar uma política local”, avalia.

Ao longo de 2018, o governo federal prevê investir R$ 255,5 milhões na atualização da infraestrutura e da conexão das escolas, o que inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet de no mínimo 10 Mbps a escolas da zona rural.

Formação de professores e gestores

Como detectado pelo CIEB, a formação é um ponto crítico dentro da estrutura de tecnologia escolar e, pela proposta do Educação Conectada, serão criadas estruturas de articulação e coordenação dentro das redes para planejar e implementar com os gestores e professores as quatro dimensões previstas no plano. “O MEC está preparando um curso online em parceria com o CIEB para formar os articuladores e coordenadores. O sistema foi desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás e já está indo para o ar para que os articuladores comecem os trabalhos nas próximas semanas”, diz Mairum Andrade, superintendente de inovação do CIEB. De acordo com as regras do programa, deve haver pelo menos um articulador local por ente federativo.

Segundo o MEC, cursos específicos para professores ainda estão em fase de desenvolvimento por universidades públicas. Na formação inicial, os currículos para o uso pedagógico da tecnologia terão obrigatoriamente que conversar com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Enquanto isso, na formação continuada, a formação online deve ter trilhas alinhadas à BNCC e também cursos específicos sobre práticas mediadas por tecnologia ou voltadas outros recursos educacionais, como robótica.

Novos equipamentos

Desenvolver novas metodologias para diversificar o ensino vai exigir um novo esforço para renovar os equipamentos presentes nas escolas. Se na década passada a política foi pautada pelo acesso, agora, segundo Andrei Elias Amaral, assessor da diretoria de tecnologia do FNDE, a intenção é adquirir máquinas mais robustas, que tenham maior expectativa de vida, garantia ampliada e permitam o uso de simuladores e tarefas que vão além da simples pesquisa na internet – e não apenas em laboratórios, pois deve ser estimulado o uso de carrinhos de recarga que chegam com tablets e notebooks até a sala de aula.

Outra novidade é a abertura de uma frente para que seja possível aproveitar o dispositivo dos alunos (celulares, tablets ou computadores), com o devido monitoramento do acesso.

“Com um registro do aluno, usuário e senha, mesmo que o aluno use um dispositivo próprio, será possível rastrear o que ele está acessando. Antes, o FNDE recebia denúncias (de mau uso) e não havia como atender. Hoje, isso é obrigatório por conta do Marco Civil da Internet”, diz Amaral.

Para que isso seja possível, o antigo roteador que em muitas escolas fica perto da porta de entrada, precisará dar lugar a equipamentos mais completos. “É um salto qualitativo que é essencial. Estamos pensando em firewall, controle de acesso, filtro de conteúdo, com métricas para ver se a internet que chega corresponde a que foi contratada”, explica.

Uma audiência pública com as especificações aprovadas por um comitê de tecnologia do FNDE deve ser lançada em março. Por conta do período eleitoral e das regras que impedem novas contratações a partir do meio do ano, o representante do FNDE preferiu não antecipar a abertura de novos editais.

Fonte: http://porvir.org/novo-plano-de-tecnologia-oferece-mais-opcoes-e-exige-colaboracao/